GurinhémPB
14.133 habitantes · IBGE 2506400
Resumo socioambiental
Gurinhém/PB apresenta déficit significativo em saneamento básico frente aos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 57,8% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 27 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. A série histórica revela instabilidade acentuada, incluindo uma queda a 0% em 2020 (provável falha de reporte) seguida de recuperação parcial. A perda de água, embora tenha caído 22% no período recente para 30,8%, ainda supera a mediana nacional (29,9%) e se aproxima do percentil 52, indicando ineficiência operacional relevante na rede de distribuição.
O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. A coleta de resíduos domiciliares alcança apenas 68,0% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 36, enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 28,7% das residências — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 72, entre os piores do país. Essa deficiência de gestão de resíduos sólidos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos emitiu 6.695 tCO₂e em 2024, com crescimento constante de 33,3% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 53.
As emissões totais de GEE somaram 108.393 tCO₂e em 2024, com alta de 20,9% frente ao ano anterior, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram 65,0% desde 2010 para 45.708 tCO₂e, superando amplamente a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e alcançando o percentil 68 — um dos indicadores mais críticos do dossiê, sugerindo uso intensivo de combustíveis fósseis ou eletricidade de matriz menos limpa localmente.
Do ponto de vista climático-hidrológico, os registros de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos: 2 ocorrências de cheia e 11 registros de seca, posicionando o município nos percentis 87 e 88 nacionalmente — evidenciando vulnerabilidade dupla a extremos hídricos que se soma à fragilidade estrutural do saneamento. A combinação de baixa cobertura de água, alta perda na distribuição, destinação inadequada de resíduos e crescimento sustentado das emissões de energia sinaliza a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento e eficiência energética, especialmente diante da exposição documentada a secas e cheias.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
31.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
28.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
108.393 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.695 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
45.708 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
