GurupáPA

33.922 habitantes · IBGE 1503101

IA

Resumo socioambiental

Gurupá apresenta quadro socioambiental preocupante, com infraestrutura de saneamento muito aquém dos padrões nacionais e trajetória recente de deterioração ambiental. A cobertura de água atingiu 44,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da própria média estadual (50,9%), posicionando o município no percentil 16 do país. Apesar do avanço de +21,4% desde 2010, a perda de água no sistema saltou para 49,0% em 2024 — mais que dobrou em relação a 2022 (30,0%) — superando a mediana nacional (29,1%) e ficando próxima do já elevado patamar paraense (51,8%), o que indica ineficiência crescente na distribuição mesmo com a expansão da cobertura.

O saneamento básico é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 34,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), com leve retração desde 2010, enquanto 59,1% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e bem acima da média do Pará (23,2%), colocando Gurupá no percentil 97, entre os piores do Brasil. Essa deficiência sanitária tem correspondência direta nas emissões de resíduos, que somaram 11.459 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o tratamento inadequado de efluentes e resíduos sólidos.

O dado mais alarmante é a inversão do perfil de emissões totais de GEE: o município, historicamente sumidouro de carbono (valores negativos até 2022, como -226.883 tCO₂e naquele ano), passou a emissor líquido em 2023 (613.898 tCO₂e) e disparou para 1.257.696 tCO₂e em 2024 — variação de +522,8% desde 2010 e percentil 92 nacionalmente. Essa reversão sugere perda de cobertura florestal ou aumento de desmatamento, tema crítico para um município amazônico. As emissões de energia também cresceram fortemente (+178,2%, atingindo 48.595 tCO₂e em 2024, percentil 69), enquanto a geração de biomassa permanece estagnada em 7 MW desde 2017, sem acompanhar essa demanda crescente.

Em síntese, Gurupá combina infraestrutura sanitária insuficiente, perdas hídricas crescentes e uma transição preocupante de sumidouro para emissor de carbono, exigindo prioridade em investimentos de saneamento e controle do desmatamento para reverter as tendências recentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.8%

2024

16
21.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.0%

2024

18
145.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

34.6%

2022

5
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

59.1%

2022

3
7.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.257.696 tCO₂e

2024

8
522.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.459 tCO₂e

2024

30
60.9% no período

Emissões de energia

SEEG

48.595 tCO₂e

2024

31
178.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.