GurupiTO
89.574 habitantes · IBGE 1709500
Resumo socioambiental
Gurupi/TO apresenta situação socioambiental mista, com bom desempenho em saneamento básico de água, mas desafios relevantes em esgotamento sanitário e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 97,7% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Tocantins (86,6%), posicionando o município no percentil 83. Em contrapartida, a perda de água na distribuição chegou a 30,1% (2022), praticamente empatada com a mediana nacional (29,9%), indicando que, apesar da boa cobertura, há espaço para eficiência operacional no sistema.
No esgotamento sanitário, o município evoluiu expressivamente desde 2007 (de 5,4% para 56,0% de coleta em 2021), mas ainda está abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (67,1%), no percentil 29. O tratamento de esgoto, por sua vez, alcançou 42,4% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e aproximando-se da média estadual (45,5%), percentil 53 — um avanço importante puxado pela ampliação das ETEs municipais (2 unidades em 2020, acima da mediana nacional de 1). Essa combinação de baixa coleta mas tratamento relativamente eficiente sugere que o esgoto efetivamente coletado tem destinação adequada, embora a parcela não coletada ainda represente risco sanitário e ambiental relevante, coerente com o índice de destino inadequado de resíduos domiciliares baixo (2,1% em 2022, percentil 12, um dos melhores desempenhos do dossiê).
Do lado das emissões, o quadro é preocupante: as emissões totais de GEE somaram 1.059.970 tCO₂e em 2024, com alta de 16,1% desde 2010, situando o município no percentil 90 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, especificamente, cresceram 46,8% no período, atingindo 67.081 tCO₂e (percentil 95), o que contrasta com a baixa taxa de destinação inadequada de domicílios e sugere que o problema está concentrado na gestão dos resíduos sólidos e efluentes tratados, não na coleta domiciliar. As emissões de energia também são elevadas (481.567 tCO₂e, percentil 96), reforçando a necessidade de políticas de mitigação voltadas a esses dois setores.
Em relação à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,799), sinalizando vulnerabilidade futura que merece atenção do planejamento municipal, ainda que não haja registros de cheias ou secas reportados em 2016. Em síntese, Gurupi avançou consistentemente em água e tratamento de esgoto, mas precisa priorizar a ampliação da coleta de esgoto e a redução das emissões ligadas a resíduos e energia para equilibrar seu perfil socioambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
65.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
63.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.059.970 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
67.081 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
481.567 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
