HervalRS

6.307 habitantes · IBGE 4307104

IA

Resumo socioambiental

Herval/RS apresenta quadro de saneamento intermediário, com sinais claros de melhoria recente, mas ainda distante da média nacional em pontos críticos. A cobertura de água atingiu 73,6% em 2022, com salto expressivo após anos de estagnação em torno de 67%, mas segue abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem aquém do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 47. A perda de água, por sua vez, caiu para 17,2% em 2022 (-37,6% no período), ficando melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (36,5%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional na distribuição, mesmo com a cobertura ainda incompleta.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto avançou para 72,5% em 2021 (+18% no período), aproximando-se da média nacional (87,8%), porém o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2015, enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a do RS, 30,8%. Ou seja, Herval coleta esgoto mas não trata nada do que coleta, o que representa passivo ambiental relevante e pressão direta sobre corpos hídricos. Esse gargalo também se reflete no manejo de resíduos sólidos: apenas 71,5% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), e o destino inadequado de resíduos ainda atinge 24,3% dos domicílios, patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e ao RS (4,5%), posicionando o município no percentil 66 — entre os piores do país nesse quesito, apesar da redução de 24% desde 2010.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 512.927 tCO₂e em 2024 (-17,1% no período), mas o volume ainda é muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Herval no percentil 80 — entre os municípios mais emissores do país, provavelmente por atividades agropecuárias ou de uso da terra não detalhadas no dossiê. As emissões de resíduos, coerentes com o baixo tratamento de esgoto e a alta taxa de destino inadequado, cresceram 24,1% desde 2010, chegando a 2.837 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia também subiram 24,2%, para 9.655 tCO₂e, mas permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em relação a eventos extremos, o único ano com dados (2016) registrou 1 ocorrência de cheia e 8 de seca, ambos no percentil 76 e 83 nacionalmente, sinalizando vulnerabilidade hídrica relevante frente à média do país, embora a série histórica limitada impeça avaliação de tendência. Em síntese, Herval avança em cobertura e eficiência de água, mas a ausência total de tratamento de esgoto e o alto índice de destino inadequado de resíduos são os principais desafios socioambientais a serem enfrentados, com potencial de agravar tanto a qualidade hídrica quanto as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.0%

2024

46
7.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

56.0%

2024

46
8.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

24.0%

2024

64
10.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.5%

2022

41
5.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.3%

2022

34
24.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

512.927 tCO₂e

2024

20
17.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.837 tCO₂e

2024

77
24.1% no período

Emissões de energia

SEEG

9.655 tCO₂e

2024

65
24.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.