Humberto de CamposMA
26.546 habitantes · IBGE 2105005
Resumo socioambiental
Humberto de Campos/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 12,1% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e mediana estadual de 59,6%, posicionando o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. A situação de esgoto é ainda mais grave: a coleta chega a apenas 0,7% e o tratamento a 5,3% (ambos de 2018, últimos dados disponíveis), muito distantes das medianas nacionais de 87,8% e 37,7%, respectivamente. Coerente com esse cenário, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 58,8% dos domicílios (2022), quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e o dobro da média estadual (29,4%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do país nesse quesito, apesar de ter melhorado desde 2010 (81,4%).
A perda de água na distribuição, de 60,0% em 2022, é preocupante e supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a estadual (56,3%), evidenciando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixíssima cobertura de água tratada disponibilizada à população. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere que os investimentos em infraestrutura hídrica não têm se traduzido em ganhos efetivos de acesso à população, um padrão que se repete ao longo de toda a série histórica desde 2008.
No campo climático, as emissões totais de GEE do município são negativas (-114.255 tCO₂e em 2024), indicando que o território atua como sumidouro líquido de carbono, provavelmente pela vegetação nativa e uso do solo — um resultado positivo frente à mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e. Entretanto, as emissões de resíduos vêm crescendo de forma consistente, de 5.640 tCO₂e (2010) para 9.841 tCO₂e (2024), um aumento de 74,5% que reflete diretamente a precariedade do saneamento e da destinação de resíduos já identificada, posicionando o município no percentil 66 nacional para esse setor específico.
Por fim, a capacidade de geração solar está estagnada em 30 kW desde 2010, sem qualquer expansão em 14 anos, contra uma mediana nacional de 908 kW em 2024 (percentil 6), revelando ausência de investimentos em diversificação energética. Não há registros de eventos de cheia ou seca no ANA para o período disponível (2016), mas a limitação da série temporal recomenda cautela na leitura desse dado. Em conjunto, os indicadores apontam para um município com déficits estruturais graves em saneamento e infraestrutura, que exigem priorização urgente de investimentos públicos, especialmente diante do baixo desempenho relativo tanto ao Brasil quanto ao próprio Maranhão.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.7%
2018
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
5.3%
2018
Perda de água
SNIS/SINISA
39.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
34.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
58.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
30 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
30 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-114.255 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.841 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.389 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
