IatiPE
17.605 habitantes · IBGE 2606507
Resumo socioambiental
Iati/PE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração, com dados mais recentes limitados ao período 2006-2008 no SNIS. A cobertura de água caiu drasticamente para 50,5% (2008), uma retração de -49,5% em relação a 2006, ficando muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (71,4%) em 2024. O tratamento de esgoto também recuou para 15,0% (2008), queda de -70,1%, situando-se abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (33,7%), apesar da coleta de esgoto ainda registrar 89,7%, superior aos parâmetros nacionais. Um ponto positivo é a redução da perda de água para 19,2% (2008), abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da UF (39,3%), indicando alguma eficiência na gestão da rede apesar da baixa cobertura.
Os dados censitários do IBGE reforçam a defasagem estrutural do município: apenas 55,8% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional e da UF (ambas próximas de 76,8-76,9%), posicionando Iati no percentil 21 nacional. Mais crítico é o destino inadequado de resíduos, que afeta 41,5% dos domicílios (2022), quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e colocando o município no percentil 87 — entre os piores do país. Essa deficiência na gestão de resíduos sólidos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos emitiu 9.644 tCO₂e em 2024, crescimento de +57,3% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 65.
O perfil de emissões totais de GEE mostra trajetória ascendente, alcançando 120.626 tCO₂e em 2024 (+82,1% desde 2010), com forte aceleração nos últimos dois anos. As emissões de energia lideram esse crescimento, saltando +148,8% no período e atingindo 23.878 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando expansão do consumo energético sem contrapartida em eficiência ou fontes limpas. Embora as emissões totais do município (percentil 46) estejam próximas da mediana nacional, o padrão de crescimento combinado com a fragilidade em saneamento e resíduos aponta para pressões socioambientais crescentes.
Os registros de eventos hidrológicos extremos, embora datados de 2016, indicam vulnerabilidade climática relevante: a seca observada somou 15 registros, posicionando Iati no percentil 95 nacional, enquanto a cheia registrou 1 ocorrência (percentil 76). Essa exposição a extremos hídricos, associada à baixa cobertura de água e às perdas na rede, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura hídrica e de saneamento, além de políticas de gestão de resíduos que revertam a trajetória de destinação inadequada e controlem o crescimento das emissões associadas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
50.5%
2008
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.7%
2008
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
15.0%
2008
Perda de água
SNIS/SINISA
19.2%
2008
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
41.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
120.626 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.644 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.878 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
