IbatéSP
33.110 habitantes · IBGE 3519303
Resumo socioambiental
Ibaté/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada, com cobertura de água de 95,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da mediana estadual (95,2%), embora em leve recuo (-1,1%) frente aos anos anteriores de estabilidade em torno de 96%. A coleta de esgoto atinge 100% desde 2008, muito superior à mediana nacional (87,8%) e estadual (94,6%), colocando o município no percentil 100 nesse indicador. O tratamento de esgoto também alcançou 100% em 2022, após oscilação relevante na série histórica (queda para 34% em 2020-2021 e recuperação plena em seguida), superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (69,6%). A perda de água, que chegou a ser praticamente nula entre 2017 e 2021, subiu para 19,2% em 2022 — ainda assim melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (32,1%), situando o município no percentil 22 (quanto menor, melhor a posição relativa).
Do ponto de vista climático, o quadro é menos favorável. As emissões totais de GEE somaram 212.284 tCO₂e em 2024, com alta de 10,2% no último ano e valor bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Ibaté no percentil 62. As emissões de resíduos, de 26.166 tCO₂e, cresceram 46,8% em relação a 2010 e superam com folga a mediana nacional (5.787 tCO₂e), resultando no percentil 88 — um contraste notável com o desempenho positivo do saneamento, sugerindo que os ganhos em coleta e tratamento de esgoto não se traduziram em redução equivalente das emissões associadas a resíduos sólidos. As emissões de energia, de 135.678 tCO₂e, também são expressivamente superiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e), com percentil 85 e crescimento de quase 30% no período recente, indicando que o setor energético é o principal vetor de aumento das emissões municipais.
Em síntese, Ibaté combina uma rede de saneamento robusta e acima dos padrões nacional e estadual com um perfil de emissões de GEE preocupante, especialmente nos setores de energia e resíduos. A existência de apenas 1 unidade de destinação de resíduos (2025), igual à mediana nacional mas muito aquém das 132 unidades médias do estado de São Paulo, reforça a necessidade de investimentos em gestão de resíduos que acompanhem o avanço já obtido no tratamento de esgoto, de modo a conter o crescimento das emissões associadas a essa fonte.
Gerado em 08/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.7%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.2%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
16 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
96 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
212.284 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.166 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
135.678 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 08/07/2026.
