IbateguaraAL
13.992 habitantes · IBGE 2703007
Resumo socioambiental
Ibateguara apresentou avanço expressivo no saneamento básico na última década, mas mantém fragilidades estruturais importantes. A cobertura de água atingiu 79,7% em 2024, acumulando alta de 144,4% desde 2010 e superando a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (72,8%), posicionando o município no percentil 59. Por outro lado, a perda de água na distribuição chegou a 48,1% em 2024, patamar bem acima da mediana nacional (29,1%), embora inferior à média de Alagoas (63,1%). Essa combinação sugere que, apesar da expansão da rede, a eficiência operacional do sistema ainda é um gargalo relevante, com custos financeiros e ambientais associados ao desperdício.
No esgotamento sanitário, o município exibe um paradoxo preocupante: a coleta de esgoto é quase universal, com 99,9% em 2021, muito superior à mediana nacional (59,9%) e ao patamar estadual (30,7%), mas o tratamento é nulo (0,0% em 2021), enquanto a mediana nacional já alcança 33,3%. Isso indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, provavelmente em corpos hídricos ou no solo, representando risco sanitário e ambiental significativo que não aparece nos indicadores de cobertura, mas compromete a qualidade dos recursos hídricos locais.
Os dados do Censo reforçam essa fragilidade: o percentual de domicílios com coleta de resíduos caiu de 83,7% (2010) para 63,4% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (79,1%), colocando o município no percentil 30. O destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 16,3% para 14,0%, ainda se aproxima da mediana nacional (14,9%). Essa retração na cobertura de coleta ajuda a explicar o crescimento de 18,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (para 7.359 tCO₂e), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo maior descarte inadequado e decomposição não gerenciada.
Em termos climáticos, o balanço é mais favorável: as emissões totais de GEE caíram 10,5% desde 2010, para 48.669 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 20. Contudo, as emissões do setor energético cresceram 66,3% no período, atingindo 6.228 tCO₂e, embora ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). O único registro de cheia (2016) indica exposição pontual a eventos hidrológicos, sem série histórica suficiente para tendência. Em síntese, o município avançou na universalização do acesso à água e à coleta de esgoto, mas o tratamento inexistente de esgoto e a queda na cobertura de coleta de resíduos são prioridades que demandam investimento imediato para evitar impactos ambientais e sanitários crescentes.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.9%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
48.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
48.669 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.359 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.228 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
