IbiáMG

22.596 habitantes · IBGE 3129509

IA

Resumo socioambiental

Ibiá/MG apresenta em 2024 um quadro de saneamento em deterioração, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010 — bem abaixo da mediana nacional (33,3%) e do valor mineiro (44,6%), posicionando o município apenas no percentil 24 do país. A coleta de esgoto, embora ainda superior à mediana nacional (80,0% vs 59,9%), caiu 18,6% desde o pico de 2011 (99,7%), evidenciando que o esgoto coletado não recebe nenhum tratamento antes do descarte — um risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais. A cobertura de água também recuou para 80,7% em 2024, queda de 4,9% frente à série histórica, ainda que próxima da média estadual (83,3%).

A perda de água é o ponto mais crítico da rede: saltou de 15,5% em 2023 para 33,4% em 2024, um salto expressivo (+343,7% em relação a 2010), superando a mediana nacional (29,1%) e aproximando-se do índice mineiro (35,8%). Esse aumento abrupto sugere falhas operacionais ou de medição que merecem apuração técnica imediata, pois compromete a eficiência do sistema mesmo com cobertura de água relativamente adequada.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 29,3% desde 2010, chegando a 639.961 tCO₂e em 2024, mas o município ainda figura no percentil 84 nacional, indicando emissões muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos somam 15.546 tCO₂e (percentil 78), guardando coerência com a lacuna de tratamento de esgoto e possíveis fragilidades na gestão de resíduos sólidos. A matriz energética permanece pouco diversificada, com potência de biomassa estagnada em 361 kW desde 2015, no percentil 10 nacional, sinalizando baixo investimento em fontes renováveis locais.

Em síntese, Ibiá combina indicadores de acesso a serviços básicos ainda competitivos frente ao Brasil, mas com sinais claros de deterioração operacional (perdas de água, queda na coleta de esgoto) e uma lacuna estrutural grave no tratamento de esgoto, que se conecta às emissões de resíduos acima da mediana nacional. A recuperação das emissões desde 2010 é positiva, mas o município ainda opera em níveis proporcionalmente altos de emissões per capita frente ao padrão nacional, exigindo atenção prioritária ao saneamento e à eficiência da rede de distribuição de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.7%

2024

61
4.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.0%

2024

69
18.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

33.4%

2024

40
343.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.1%

2022

62
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.2%

2022

61
30.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

361 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

639.961 tCO₂e

2024

16
29.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.546 tCO₂e

2024

22
22.8% no período

Emissões de energia

SEEG

99.820 tCO₂e

2024

19
39.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.