IbiaçáRS

4.618 habitantes · IBGE 4309803

IA

Resumo socioambiental

Ibiaçá apresenta em 2022 cobertura de água de 62,7%, patamar inferior à mediana nacional (76,5%) e distante da média gaúcha (88,1%), posicionando o município no percentil 33 do país. Mais preocupante é a trajetória da perda de água na distribuição, que saltou de 8,7% em 2019 para 32,1% em 2022 — alta de 153,1% no período recente, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (36,5%). Essa combinação de estagnação na cobertura com deterioração acelerada da eficiência operacional sugere problemas de gestão ou infraestrutura na rede de abastecimento que merecem atenção prioritária dos gestores locais.

No saneamento domiciliar, o quadro é misto: a coleta de resíduos atingiu 76,2% em 2022, praticamente equivalente à mediana nacional (76,9%), mas ainda abaixo da média do Rio Grande do Sul (82,7%). O destino inadequado de domicílios caiu de 30,7% (2010) para 17,9% (2022), redução expressiva de 41,6%, porém o indicador permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do referencial estadual (4,5%), evidenciando que, apesar do avanço histórico, o município ainda tem lacuna significativa a superar frente aos pares gaúchos.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 124.990 tCO₂e em 2024, com alta de 4,2% no ano, mas dentro da faixa observada na série histórica e ligeiramente abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 2.916 tCO₂e, cresceram 20,3% desde 2010, mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a cobertura de coleta próxima à média do país. Já as emissões de energia recuaram para 12.207 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo baixa pressão do setor energético local — condizente com a modesta potência hidráulica instalada (800 kW, estável desde 2010, percentil 16).

Em termos de eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) indica ausência de cheias e 4 ocorrências de seca observada, valor superior à mediana nacional (0) e situando o município no percentil 72 para eventos de estiagem, sinal de vulnerabilidade que reforça a importância de corrigir as perdas na rede de água para mitigar riscos de escassez hídrica futura.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.4%

2024

34
2.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.7%

2024

76
1.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.2%

2022

49
9.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.9%

2022

44
41.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

800 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

800 kW

2024

16
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

124.990 tCO₂e

2024

53
4.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.916 tCO₂e

2024

76
20.3% no período

Emissões de energia

SEEG

12.207 tCO₂e

2024

60
1.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.