IbiaíMG

6.254 habitantes · IBGE 3129608

IA

Resumo socioambiental

Ibiaí/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 87,8%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do valor de Minas Gerais (83,3%), posicionando o município no percentil 74. Esse indicador evoluiu de forma expressiva nos últimos anos, saindo de patamares ao redor de 62-66% entre 2015 e 2023 para o salto recente. Entretanto, essa expansão da rede coincide com uma deterioração crítica nas perdas de água, que atingiram 92,8% em 2024 — variação de +227,1% frente à série histórica e o pior resultado do comparativo nacional (percentil 99, muito acima da mediana de 29,1% e da UF, 35,8%). Esse contraste sugere que o aumento da cobertura pode não ter sido acompanhado de investimento proporcional em manutenção da rede, gerando ineficiência operacional relevante que compromete a sustentabilidade do sistema.

No saneamento de esgoto, o município ainda está aquém do desempenho estadual e nacional: a coleta chega a 47,2% (2024, percentil 38, abaixo da mediana de 59,9% e da UF, 78,2%), enquanto o tratamento atinge 30,1%, próximo da mediana nacional (33,3%) mas distante da UF (44,6%). Chama atenção que o tratamento recuou levemente entre 2023 (32,5%) e 2024, mesmo com a coleta em trajetória de alta — indicando possível descompasso entre expansão da rede coletora e capacidade da única ETE registrada no município (2020). Do lado domiciliar, o Censo 2022 mostra avanço robusto na coleta de resíduos sólidos (84,2%, ante 60,6% em 2010) e redução da destinação inadequada para 15,0%, valor que ainda iguala a mediana nacional (14,9%) mas fica bem acima do índice mineiro (7,4%).

Em relação às emissões de GEE, Ibiaí registrou 101.995 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 41,5% desde 2010, situando-se próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 41). As emissões de energia caíram significativamente (-49,0%, percentil 14, bem abaixo da mediana), refletindo provável eletrificação ou eficiência no setor. Já as emissões de resíduos cresceram 40,4% no período, embora permaneçam abaixo da mediana nacional (4.409 tCO₂e vs. 6.191 tCO₂e) — essa alta é coerente com a maior cobertura de coleta domiciliar observada no Censo, indicando que a ampliação do serviço pode estar gerando mais emissões associadas à disposição final dos resíduos.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos merecem atenção: em 2016, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 17 de seca, ambos muito acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), com percentis 93 e 97, respectivamente. Combinado com o quadro de perdas hídricas críticas, esse histórico reforça a necessidade de priorizar investimentos em resiliência hídrica e modernização da infraestrutura de abastecimento, paralelamente à ampliação do tratamento de esgoto, para consolidar os ganhos recentes em cobertura e evitar retrocessos ambientais e operacionais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.8%

2024

74
14.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

47.2%

2024

38
11.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

30.1%

2024

48
48.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

92.8%

2024

1
227.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.2%

2022

64
38.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
61.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

101.995 tCO₂e

2024

59
41.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.409 tCO₂e

2024

62
40.4% no período

Emissões de energia

SEEG

3.363 tCO₂e

2024

86
49.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.