IbiamSC

2.055 habitantes · IBGE 4206751

IA

Resumo socioambiental

Ibiam/SC apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte desempenho no tratamento de esgoto contrastando com deficiências estruturais no abastecimento de água e na coleta de resíduos sólidos. A cobertura de água atinge apenas 49,0% (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 19 do país — um dos indicadores mais críticos do dossiê. Agrava esse cenário a perda de água na distribuição, de 43,5% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (34,6%), indicando ineficiência operacional do sistema mesmo diante da baixa cobertura.

Em contrapartida, o saneamento de esgoto é um ponto forte: a coleta chega a 99,9% (2021) e o tratamento atinge 100,0% (2022), superando com folga as medianas nacional (37,7%) e estadual (39,7%), colocando o município no percentil 100 nesse quesito. Essa excelência, no entanto, não se estende ao manejo de resíduos sólidos domiciliares: a coleta atende apenas 44,8% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda afeta 27,8% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%), embora represente uma melhora expressiva frente aos 57,9% de 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 51.231 tCO₂e em 2024 (-55,7% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo trajetória favorável. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória oposta, com crescimento de 103,8% no período, alcançando 1.805 tCO₂e em 2024 — coerente com a baixa cobertura de coleta domiciliar e o alto índice de destinação inadequada, evidenciando que a fragilidade na gestão de resíduos sólidos tem reflexo direto no perfil de emissões do setor.

Por fim, os registros hidrológicos disponíveis (2016) indicam ausência de cheias, mas 5 registros de seca observada, sinalizando maior vulnerabilidade à estiagem do que a eventos de cheia. Para os gestores, os dados sugerem que investimentos prioritários devem mirar a ampliação da cobertura de água e a redução de perdas na distribuição, além da estruturação da coleta de resíduos sólidos, áreas onde o município está aquém dos parâmetros nacionais e estaduais, mesmo mantendo desempenho de excelência no tratamento de esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.6%

2024

15
4.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

14.6%

2024

11
85.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

7.0%

2024

31
84.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.2%

2024

52
7.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.8%

2022

10
6.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.8%

2022

29
52.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

51.231 tCO₂e

2024

78
55.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.805 tCO₂e

2024

90
103.8% no período

Emissões de energia

SEEG

1.693 tCO₂e

2024

95
13.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.