IbiapinaCE

24.649 habitantes · IBGE 2305308

IA

Resumo socioambiental

Ibiapina/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico e abaixo dos padrões nacionais, ainda que com sinais de melhoria pontual em água. A cobertura de água atingiu 50,4% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média cearense (71,6%), posicionando o município no percentil 21 do país — apesar de ter avançado significativamente desde 2010 (33,5%), o indicador recuou frente ao pico de 56,3% em 2023. Já a coleta de esgoto é inexistente desde 2016 (0,0%, último dado disponível), assim como o tratamento (0,0%), configurando lacuna estrutural grave que contrasta com medianas nacionais de 59,9% e 33,3%, respectivamente. Por outro lado, a perda de água caiu expressivamente para 8,6% em 2024, um resultado muito superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (40,5%), colocando o município no percentil 5 (entre os melhores do país nesse quesito) — possível reflexo de investimentos recentes em infraestrutura de distribuição.

No manejo de resíduos sólidos, houve avanço relevante: o destino inadequado de domicílios caiu de 48,7% (2010) para 10,9% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média do Ceará (14,6%). A coleta domiciliar de resíduos, no entanto, ainda é parcial, atingindo 66,8% em 2022, inferior à mediana nacional (76,9%) e estadual (77,1%). Chama atenção a contradição entre a melhoria na destinação de resíduos e o aumento das emissões de GEE ligadas a esse setor, que cresceram 60,6% entre 2010 e 2024, chegando a 13.287 tCO₂e, valor mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCue) e no percentil 74 — sugerindo que a expansão da coleta pode estar ampliando a geração de metano em disposição final sem tratamento adequado.

As emissões totais de GEE do município saltaram 163,1% no período, atingindo 215.684 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 62, com contribuição relevante do setor de energia (18.651 tCO₂e, próximo à mediana nacional) e resíduos. Em contrapartida, a matriz de geração eólica local se estabilizou em 55 MW desde 2018, ainda abaixo da mediana nacional (126 MW) e no percentil 24, indicando potencial não plenamente explorado dado o histórico de crescimento inicial (variação de +136,4% desde 2016).

Do ponto de vista de eventos climáticos extremos, o único registro disponível (2016) aponta para 9 ocorrências de seca observada e 1 registro de cheia, valores que — apesar de baseados em dado único e desatualizado — posicionam o município nos percentis 85 e 76, respectivamente, sinalizando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, especialmente diante da ausência de tratamento sanitário, que pode agravar riscos à saúde pública em períodos de estiagem ou cheia.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.4%

2024

21
50.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

100.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

8.6%

2024

95
65.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.8%

2022

34
30.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.9%

2022

59
77.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

55 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

55 MW

2024

24
136.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

215.684 tCO₂e

2024

38
163.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.287 tCO₂e

2024

26
60.6% no período

Emissões de energia

SEEG

18.651 tCO₂e

2024

50
12.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.