IbiaraPB

5.733 habitantes · IBGE 2506608

IA

Resumo socioambiental

Ibiara/PB apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas fragilidades importantes em saneamento e vulnerabilidade hídrica. A cobertura de água atingiu 77,8% em 2022, com crescimento de +19,4% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e praticamente equiparando-se à UF (77,2%), posicionando o município no percentil 52. Contudo, a perda de água chegou a 45,8% no mesmo ano, valor bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (37,3%), colocando o município no percentil 79 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional significativa que compromete o ganho de cobertura.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do diagnóstico. A coleta domiciliar de esgoto caiu de 61,1% em 2010 para apenas 26,5% em 2022, uma retração de -56,6%, distanciando-se drasticamente da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%) — percentil 3, um dos piores do Brasil. Ainda assim, o destino inadequado de dejetos também recuou (de 38,9% para 26,5%, -31,7%), sugerindo que parte da coleta formal pode ter migrado para soluções individuais não mapeadas como "inadequadas" no critério do Censo, mas que reforçam a necessidade de investimento urgente em rede coletora.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 40.491 tCO₂e em 2024 (-24% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 16 — situação favorável, embora a série mostre grande volatilidade, com pico de 92.481 tCO₂e em 2023. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram +18,9% no período (para 3.985 tCO₂e), tendência coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e possível manejo inadequado de resíduos sólidos, ainda que abaixo da mediana nacional (percentil 34). As emissões de energia também subiram (+58,4%), refletindo maior consumo, mas seguem em patamar baixo frente ao Brasil (percentil 14).

Por fim, os dados hídricos de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas 11 registros de seca observada, no percentil 88 da UF — evidenciando maior exposição à estiagem que a eventos de inundação, compatível com o perfil climático do semiárido paraibano. Diante desse quadro, a prioridade de gestão deveria concentrar-se na ampliação da rede de esgotamento sanitário e na redução das perdas de água, ações que trariam ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência hídrica e controle de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.5%

2024

24
14.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.6%

2024

16
3.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

26.5%

2022

3
56.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.5%

2022

31
31.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

40.491 tCO₂e

2024

84
24.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.985 tCO₂e

2024

66
18.9% no período

Emissões de energia

SEEG

3.516 tCO₂e

2024

86
58.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.