IbiassucêBA
10.754 habitantes · IBGE 2912004
Resumo socioambiental
Ibiassucê apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento, com sinais de melhora nas emissões de carbono, embora ainda distante dos padrões nacionais. A cobertura de água caiu para 58,7% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média baiana (83,0%), posicionando o município apenas no percentil 30. Mais grave é a trajetória: houve queda acentuada a partir de 2020, quando a cobertura despencou de patamares acima de 80% (2018-2019) para a faixa atual, indicando possível deterioração da infraestrutura ou mudança na forma de aferição. A perda de água, embora tenha recuado levemente para 21,1%, ainda representa desperdício relevante, mas está melhor posicionada que a mediana nacional (29,1%) e a UF (34,5%), sugerindo que o problema central do município é mais de acesso do que de eficiência na distribuição.
O saneamento básico revela a fragilidade mais crítica: apenas 60,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média baiana (69,0%), enquanto 36,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), colocando o município no percentil 81 (pior faixa). Apesar da melhora histórica desde 2010 (queda de 22,3% no indicador), o cenário permanece crítico e ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 34,4% desde 2010 e atingiram 4.110 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante, ao contrário da tendência de queda observada em outros setores.
As emissões totais de GEE somaram 73.458 tCO₂e em 2024, com queda de 22,6% frente a 2010, refletindo trajetória de forte redução entre 2012 e 2020 (incluindo anos de sequestro líquido negativo), seguida de reversão acentuada desde 2021. O nível atual está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 31. As emissões de energia, no entanto, cresceram 71,8% no período, chegando a 12.757 tCO₂e em 2024 — aumento que acompanha o crescimento das emissões de resíduos e sinaliza pressão crescente de fontes urbanas sobre o balanço de carbono do município, mesmo com o setor de uso da terra ainda favorecendo o resultado agregado.
Do ponto de vista hidrológico, os dados de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas 9 ocorrências de seca observada, no percentil 85 nacional — indicativo de vulnerabilidade à escassez hídrica compatível com a região semiárida baiana. Essa exposição à seca reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento, especialmente diante da queda recente na cobertura de água, e evidencia a necessidade de integrar políticas de saneamento e gestão de resíduos para conter o avanço das emissões associadas ao déficit de esgotamento sanitário.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
73.458 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.110 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.757 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
