IbicuíBA
14.306 habitantes · IBGE 2912301
Resumo socioambiental
Ibicuí/BA apresenta um quadro saneamento marcado por contraste entre coleta e tratamento de esgoto. A coleta de esgoto atingiu 95,8% em 2020, patamar bem acima da mediana nacional (87,8% em 2021) e da própria UF (63,0%), configurando um dos pontos mais positivos do município. Entretanto, o tratamento de esgoto caiu a 0,0% em 2022, após variação de -100% desde 2017 (14,1%), ficando muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e do percentil 25 na comparação com o Brasil. Ou seja, o esgoto é coletado, mas não tratado, sendo lançado in natura no ambiente — um risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública que merece atenção prioritária da gestão.
No abastecimento de água, a cobertura evoluiu de 63,5% (2008) para 75,7% (2022), avanço de +19,3%, praticamente equiparando-se à mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo da UF (80,7%, percentil 49). Por outro lado, a perda de água voltou a subir, atingindo 19,0% em 2022 (variação +190,2% desde 2008), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), posicionando o município no percentil 21 — ou seja, comparativamente eficiente, mas com tendência de deterioração que pode comprometer os ganhos de cobertura se não for revertida.
Quanto aos resíduos sólidos, os domicílios com coleta caíram de 75,0% (2010) para 71,5% (2022), enquanto o destino inadequado também recuou de 25,0% para 18,1% no mesmo período — sinal de melhora absoluta, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), no percentil 56. Essa persistência de disposição inadequada dialoga com a trajetória das emissões de resíduos, que subiram de 5.882 tCO₂e (2010) para 8.391 tCO₂e (2024, +42,6%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 61 — reforçando a necessidade de investimentos em gestão de resíduos que reduzam tanto o passivo ambiental quanto as emissões associadas.
No balanço geral de emissões, o município soma 338.823 tCO₂e em 2024, valor expressivamente acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 73, embora com leve recuo de -3,2% em relação a 2010. As emissões de energia cresceram +53,8% no período (9.719 tCO₂e em 2024), mas permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 186 kW desde 2010, distante da mediana nacional (5 MW) e no percentil 6 — evidenciando baixo investimento em fontes renováveis locais frente ao potencial de diversificação da matriz energética municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.8%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
19.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
186 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
338.823 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.391 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.719 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
