IbipebaBA

17.128 habitantes · IBGE 2912400

IA

Resumo socioambiental

Ibipeba/BA apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento básico mas pressões crescentes em emissões e eventos climáticos. A cobertura de água atingiu 88,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 68 do país. Entretanto, esse ganho é parcialmente comprometido pela perda de água na distribuição, que subiu para 30,8% em 2022 (alta de 17,8% desde 2008), próxima ao patamar estadual (35,0%) e acima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que eleva custos e desperdício mesmo com boa cobertura formal.

No manejo de resíduos, houve progresso expressivo: a coleta domiciliar avançou de 51,8% (2010) para 74,4% (2022), e o destino inadequado de resíduos caiu de 48,2% para 22,7% no mesmo período — redução de 53%. Ainda assim, o indicador permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), sugerindo que, apesar da melhoria expressiva, o município ainda tem lacunas a fechar. Essa dinâmica ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que saltaram de 4.537 para 8.757 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+93%), superando tanto a mediana nacional (6.191 tCO₂e) quanto o percentil 62 — ou seja, mesmo com mais coleta, a geração de metano por disposição final ainda pressiona o balanço de gases.

No campo energético, as emissões de energia cresceram 68,6% no período, alcançando 16.722 tCO₂e em 2024, mas ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 48. Já a potência eólica instalada teve expansão notável, de 46 MW (2010-2021) para 296 MW em 2024, um salto de 550% que coloca o município no percentil 80 nacional, reforçando seu potencial como polo de energia renovável e possível mitigador das emissões totais, que ainda assim somaram 55.570 tCO₂e em 2024, alta de 51,2% frente a 2010.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a extremos: 1 evento de cheia e 7 registros de seca, ambos com percentis elevados (76 e 81, respectivamente) frente à mediana nacional nula, sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica, redução de perdas na distribuição e gestão de resíduos para consolidar os ganhos socioambientais já obtidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
10.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.0%

2024

43
52.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.4%

2022

46
43.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.7%

2022

36
53.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

296 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

296 MW

2024

80
550.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

55.570 tCO₂e

2024

76
51.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.757 tCO₂e

2024

38
93.0% no período

Emissões de energia

SEEG

16.722 tCO₂e

2024

52
68.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.