IbiporãPR
53.054 habitantes · IBGE 4109807
Resumo socioambiental
Ibiporã/PR apresenta desempenho de destaque em saneamento básico, com cobertura de água em 100,0% (2022) e coleta de esgoto também em 100,0% (2021), ambos no percentil 100 nacional e bem acima das medianas do país (76,5% e 87,8%, respectivamente) e do Paraná. O tratamento de esgoto atingiu 85,0% em 2022, superior à mediana nacional (37,7%) e à média estadual (78,7%), embora tenha recuado frente ao pico de 100% registrado em 2021 — sinal de que a expansão da coleta pode estar avançando mais rápido que a capacidade de tratamento, um ponto de atenção para a gestão local. Por outro lado, a perda de água na distribuição é um problema estrutural relevante: 47,8% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da média do Paraná (29,6%), com trajetória de piora acumulada de +87,1% desde 2008 — indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na universalização do acesso.
Na gestão de resíduos sólidos, o município também se destaca: apenas 0,8% dos domicílios têm destino inadequado (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (5,6%), com queda de 78,6% desde 2010. A cobertura de coleta domiciliar chega a 97,8%, no percentil 98 nacional. Contudo, o número de unidades de destinação caiu de 3 (2012) para apenas 1 (2025), redução de 66,7%, o que pode pressionar a capacidade local a médio prazo caso a geração de resíduos continue crescendo — tendência já observada nas emissões de resíduos do SEEG, que somaram 41.916 tCO₂e em 2024 (+48,6% desde 2010), no percentil 93 nacional, muito acima da mediana do país (5.787 tCO₂e).
O quadro de emissões de GEE é o principal ponto de atenção ambiental do município. As emissões totais chegaram a 240.799 tCO₂e em 2024 (percentil 65 nacional), impulsionadas sobretudo pelo setor de energia, que somou 147.343 tCO₂e (+26,1% desde 2010, percentil 86) e pelos resíduos, ambos crescendo de forma consistente na última década. Essa combinação — bom desempenho em saneamento e resíduos domiciliares, mas emissões crescentes em energia e resíduos — sugere que os investimentos em infraestrutura sanitária não têm sido acompanhados de estratégias equivalentes de mitigação de carbono, especialmente no tratamento final de resíduos e na matriz energética local.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia em 2016 (percentil 76) e nenhuma seca observada no mesmo ano, com índice de segurança hídrica projetado em 4,000 para 2035, em linha com a mediana nacional e ligeiramente abaixo da média do Paraná (4,175). Isso indica risco hidrológico moderado, que reforça a importância de reduzir as perdas de água na distribuição como medida de adaptação e eficiência, dado o cenário de estabilidade hídrica futura projetada mas não superior à média estadual.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
47.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
240.799 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
41.916 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
147.343 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
