IbiracatuMG
5.139 habitantes · IBGE 3129657
Resumo socioambiental
Ibiracatu apresentou avanço expressivo na cobertura de água, que saltou de patamares estagnados em torno de 50,7% entre 2010 e 2019 para 85,0% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e a média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 69. Esse salto recente, concentrado principalmente entre 2023 e 2024, contrasta com a perda de água na distribuição, que também subiu para 20,3% no mesmo ano — ainda assim abaixo da mediana nacional (29,1%) e do índice estadual (35,8%), sugerindo que a expansão da rede não foi acompanhada de ganhos equivalentes de eficiência operacional.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 66,6% dos domicílios tinham coleta em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média de Minas Gerais (86,1%), enquanto 33,0% dos domicílios ainda recebem destino inadequado de dejetos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do índice estadual (7,4%), colocando Ibiracatu no percentil 78, entre os piores do país nesse quesito. Embora tenha havido melhora de 12,6% desde 2010, o ritmo é insuficiente diante do padrão estadual.
Em emissões de GEE, o município permanece em posição relativamente favorável no cenário nacional, com 38.835 tCO₂e em 2024 (percentil 15, abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), mas essa cifra representa alta de 147,5% frente a 2010, refletindo forte oscilação ao longo da série — com picos em 2013 (93.361 tCO₂e) e quedas acentuadas em 2019 (5.876 tCO₂e), indicativas de sensibilidade a fatores pontuais, provavelmente ligados a mudanças de uso da terra. As emissões de resíduos, por sua vez, mantêm-se estáveis e baixas (2.261 tCO₂e, percentil 16), com leve tendência de queda desde 2017, o que é coerente com a modesta expansão da coleta de esgoto e ausência de grandes aumentos populacionais.
Do ponto de vista hidrológico, os registros de 2016 mostram baixa incidência de cheias (1 registro, percentil 76) e seca relevante (13 registros, percentil 92) frente ao cenário estadual, o que reforça a necessidade de atenção à gestão hídrica local, especialmente diante do contraste entre a ampliação recente da cobertura de água e as perdas ainda elevadas na distribuição. Em síntese, o município evoluiu de forma positiva no acesso à água, mas o esgotamento sanitário e a eficiência da rede de abastecimento seguem como prioridades para a gestão pública.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
66.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
38.835 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.261 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.442 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
