IbiraciMG
11.057 habitantes · IBGE 3129707
Resumo socioambiental
Ibiraci apresenta um quadro de saneamento básico abaixo do padrão nacional em componentes estruturais, ainda que com avanços pontuais. A cobertura de água atingiu 66,4% em 2022, distante da mediana nacional (76,5%) e do patamar mineiro (84,3%), posicionando o município no percentil 38. A situação mais crítica é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a média mineira 44,5% — um déficit completo que contrasta com a coleta de esgoto, relativamente elevada (90,0% em 2021, percentil 52), mas cuja ausência de tratamento implica que todo o volume coletado é lançado sem depuração, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais.
As perdas de água also merecem atenção: o índice saltou de 11,2% (2011) para 26,2% em 2022, alta de 28,2% no período recente, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). Essa trajetória de deterioração, combinada à estagnação da cobertura de água, sugere fragilidade na gestão da infraestrutura hídrica, mesmo em um cenário de percentual relativo não crítico frente ao país.
Do lado da destinação de resíduos domiciliares, o município mostra desempenho positivo: o destino inadequado caiu de 8,2% (2010) para 1,9% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), colocando Ibiraci no percentil 11 (favorável). Entretanto, a coleta domiciliar recuou de 91,8% para 79,7% no mesmo período, uma queda de 13,2 pontos percentuais, o que pode indicar mudança na forma de descarte (autoenterro, queima) mais do que universalização plena do serviço.
Em emissões de GEE, o município reduziu de 176.926 tCO₂e (2010) para 125.857 tCO₂e em 2024 (-28,9%), com trajetória de queda em energia (-28,7%) coerente com a redução geral. Contudo, as emissões de resíduos cresceram +8,9% no período, atingindo 6.894 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), tendência que reforça a necessidade de investimento em tratamento de esgoto e em gestão de resíduos sólidos, dado que ambos os vetores concentram os principais desafios ambientais do município. A elevada potência hidráulica instalada (239 MW, percentil 90 nacional) evidencia relevância energética territorial, mas não se traduz em ganhos equivalentes de saneamento básico.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
73.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
239 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
239 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
125.857 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.894 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.002 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
