IbirapitangaBA

26.794 habitantes · IBGE 2912707

IA

Resumo socioambiental

Ibirapitanga apresenta um quadro de saneamento básico frágil e desigual entre os componentes do setor. A cobertura de água atingiu 56,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 26 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção a trajetória da perda de água, que saltou de 11,9% em 2008 para 30,3% em 2022 (variação de +154,1%), superando levemente a mediana nacional (29,9%) e indicando ineficiência crescente na distribuição, o que agrava ainda mais o déficit de cobertura.

Na coleta de esgoto, o município registra desempenho aparentemente exemplar, com 100% de cobertura em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da própria Bahia (63,0%), colocando-o no percentil 100. Contudo, esse dado contrasta fortemente com o tratamento de esgoto, que é 0,0% em todos os anos da série (2020-2022) — abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%). Essa lacuna revela que todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento, um risco relevante para os corpos hídricos locais. Reforçando o problema, os dados do Censo IBGE mostram que apenas 60,2% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), com queda de -7,0% desde 2010, e que 36,8% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da Bahia (17,1%), posicionando o município no percentil 82 (entre os piores).

No campo das emissões, Ibirapitanga também se destaca negativamente. As emissões totais de GEE alcançaram 185.403 tCO₂e em 2024, com alta de 155,6% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 58. As emissões de resíduos, coerentes com a fragilidade do saneamento, somaram 9.075 tCO₂e em 2024 (+28,3% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 63 — um reflexo direto da ausência de tratamento de esgoto e da gestão inadequada de resíduos sólidos. As emissões de energia, por sua vez, ficaram em 15.854 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município combina alta cobertura formal de coleta de esgoto com ausência total de tratamento, perdas crescentes de água tratada e gestão de resíduos abaixo do padrão nacional — um conjunto de fatores que pressiona as emissões de GEE ligadas a resíduos e amplia riscos sanitários e ambientais. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a limitação temporal desse indicador impede conclusões sobre risco hidrológico atual. Investimentos prioritários em estações de tratamento de esgoto e redução de perdas na rede de água são recomendados como medidas de maior impacto imediato.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.0%

2024

71
66.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

67.6%

2023

32.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

25.8%

2024

58
27.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.2%

2022

26
7.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.8%

2022

18
4.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

533 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

533 kW

2024

12
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

185.403 tCO₂e

2024

42
155.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.075 tCO₂e

2024

37
28.3% no período

Emissões de energia

SEEG

15.854 tCO₂e

2024

53
27.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.