IbirataiaBA
19.375 habitantes · IBGE 2912905
Resumo socioambiental
Ibirataia/BA apresenta cobertura de água de 83,1% em 2022, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 60 do país. Contudo, essa cobertura estagnou nos últimos três anos (2020-2022 mantiveram-se em 83,1%) após ter atingido pico de 88,1% em 2012, sugerindo esgotamento da expansão da rede sem novos investimentos. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de 19,1% (2020) para 31,0% em 2022, revertendo a trajetória de melhoria observada entre 2015 e 2019 e superando a mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo do índice estadual (35,0%). Esse aumento expressivo indica possível deterioração da infraestrutura de distribuição, o que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura nominal.
No saneamento de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcança 78,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e bem superior à média baiana (69,0%), mas em queda frente aos 81,2% de 2010. O destino inadequado de resíduos, embora também tenha recuado (de 18,8% para 17,6% entre 2010 e 2022), permanece acima da mediana nacional (14,9%), ainda que próximo à média estadual (17,1%). Essa persistência de destinação inadequada dialoga diretamente com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 12,3% entre 2010 e 2024, atingindo 8.947 tCO₂e — valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 63, indicando que a gestão de resíduos é hoje um ponto de atenção ambiental relevante para o município.
O balanço de emissões totais de GEE mostra trajetória de crescimento acentuado, com variação de +72,2% entre 2010 e 2024, chegando a 107.701 tCO₂e, após pico de 166.939 tCO₂e em 2023. Apesar do salto, o valor de 2024 fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 43. As emissões de energia, por sua vez, mais que dobraram no período (+163,3%), somando 12.880 tCO₂e em 2024, ainda inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de série histórica recente limita a análise de risco hidroclimático mais atualizada.
Em síntese, Ibirataia exibe indicadores de acesso a água e coleta de resíduos relativamente favorváveis frente ao cenário nacional, mas enfrenta sinais de deterioração operacional — especialmente o forte aumento da perda de água e o crescimento constante das emissões de resíduos e energia. A combinação desses fatores sugere a necessidade de investimentos direcionados à manutenção da infraestrutura hídrica e ao aprimoramento da destinação final de resíduos, de modo a sustentar os ganhos já obtidos e conter a trajetória de aumento das emissões municipais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
107.701 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.947 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.880 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
