IbirubáRS
22.082 habitantes · IBGE 4310009
Resumo socioambiental
Ibirubá apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento domiciliar contrastando com fragilidades na gestão hídrica e no investimento público. A cobertura de água chegou a 75,4% em 2022, ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem aquém do patamar gaúcho (88,1%, percentil 49), enquanto a coleta de resíduos domiciliares atingiu 83,9%, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a média estadual (82,7%, percentil 64). Chama atenção, porém, a perda de água de 36,2% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e próxima do valor estadual (36,5%), indicando ineficiência na distribuição que pode comprometer a universalização do abastecimento mesmo com investimentos futuros no setor.
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram 22,6% entre 2023 e 2024, atingindo 202.234 tCO₂e, ainda assim bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 60). Essa redução foi puxada principalmente pela queda nas emissões de energia (-24,9%, para 52.925 tCO₂e), mas as emissões de resíduos seguem em trajetória oposta, com alta de 32,6% desde 2010 e de 2,2% apenas em 2024, alcançando 13.270 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 74). Esse crescimento das emissões de resíduos é coerente com a persistência de destinação inadequada em 13,9% dos domicílios (2022), próxima da mediana nacional (14,9%) mas muito superior à média do Rio Grande do Sul (4,5%), sugerindo que os ganhos em coleta ainda não se traduziram plenamente em destinação ambientalmente adequada.
A matriz energética renovável do município está estagnada: a potência solar instalada permanece em 750 kW desde 2023, abaixo da mediana nacional (908 kW, percentil 47), sem expansão registrada. A capacidade hidráulica, de 895 kW, está congelada desde 2010 e representa apenas uma fração da mediana nacional (10 MW, percentil 17), evidenciando baixo dinamismo na diversificação energética local.
O investimento público registrado no PNCP para 2026 é de apenas R$ 468.741, muito inferior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e ao patamar estadual (R$ 45,8 milhões), posicionando o município no percentil 26. Esse nível modesto de investimento é preocupante diante dos desafios já identificados — perdas de água elevadas, emissões de resíduos crescentes e estagnação na geração renovável — e sugere a necessidade de priorização orçamentária para reverter essas tendências, especialmente considerando os registros históricos de eventos extremos (2 cheias e 4 secas em 2016), que reforçam a vulnerabilidade climática do território.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
73.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
40.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
895 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
750 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
202.234 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.270 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
52.925 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 469 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
