IbitingaSP
61.908 habitantes · IBGE 3519600
Resumo socioambiental
Ibitinga apresenta desempenho socioambiental acima da média nacional em saneamento básico, com cobertura de água em 97,0% (2024) — superior à mediana do país (73,2%) e próxima à média do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 89. A coleta de esgoto atinge 95,6%, também bem acima da mediana nacional (59,9%), embora tenha recuado 4,4% em relação a anos anteriores em que o índice chegava a 100%. O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu de forma expressiva e irregular: após anos sem tratamento (0% até 2017), o indicador oscilou entre 82,4% (2020) e 36,2% (2023), fechando 2024 em 75,3%, patamar mais que o dobro da mediana nacional (33,3%) e superior à média estadual (66,6%). Essa volatilidade sugere possíveis interrupções operacionais na estação de tratamento, que merecem monitoramento contínuo para consolidar o ganho recente.
A perda de água, que é um indicador em que valores menores são melhores, mostra comportamento preocupante: após atingir mínima de 8,6% em 2023, saltou para 30,6% em 2024, ficando acima da mediana estadual (28,2%) e próxima da nacional (29,1%). Esse salto contrasta com a estabilidade da cobertura de água e pode indicar problemas de manutenção na rede de distribuição, com impacto direto na eficiência do sistema e nos custos operacionais do serviço. Já os indicadores censitários de destino de resíduos domiciliares são muito favoráveis: 96,7% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 0,9% com destino inadequado, valor bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e no percentil 6 (quanto menor, melhor), evidenciando gestão consolidada de resíduos sólidos urbanos.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram 26,1% entre 2023 e 2024, chegando a 260.817 tCO₂e, ainda assim quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o perfil agroindustrial do município. As emissões de energia acompanharam essa queda (-26,6%), mas as emissões de resíduos seguem em trajetória contrária, com aumento de 17,6% no último ano, atingindo 42.829 tCO₂e — valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 92. Esse contraste entre a boa gestão de coleta de resíduos e o crescimento das emissões associadas ao setor indica que o tratamento e a destinação final dos resíduos (provavelmente aterro sem captura de metano) ainda geram impacto climático relevante, sendo um ponto prioritário para políticas de mitigação.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ANA, 2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, Ibitinga destaca-se nacionalmente em cobertura de saneamento e destinação de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios de eficiência hídrica (perda de água) e de emissões vinculadas a resíduos, que devem ser priorizados em investimentos futuros para sustentar os ganhos já obtidos em água e esgoto.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
75.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
131 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
131 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
260.817 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
42.829 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
90.512 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
