IbiúnaSP
77.651 habitantes · IBGE 3519709
Resumo socioambiental
Ibiúna apresenta um quadro de saneamento básico crítico e destoante do padrão paulista. A cobertura de água atingiu apenas 36,2% em 2022, com queda expressiva de -12,8% e recuo abrupto frente aos 51,3% registrados em 2021 — resultado muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 9 do país. A coleta de esgoto também é limitada, em 55,6% (2021), inferior à mediana nacional (87,8%) e à UF (94,6%), embora o tratamento de esgoto tenha evoluído para 37,0% (2022, +8,8% no período), ficando próximo da mediana nacional (37,7%), mas ainda distante do patamar estadual (69,6%). Chama atenção o fato de o município operar apenas 1 ETE (2020), o que ajuda a explicar a estagnação da cobertura de tratamento mesmo com avanços pontuais.
A perda de água na distribuição é outro ponto de atenção: após forte queda até 2020 (18,9%), o indicador voltou a subir, chegando a 36,8% em 2022 — pior que a mediana nacional (29,9%) e que a UF (32,1%). Essa reversão de tendência, combinada à queda simultânea da cobertura de água, sugere possível deterioração da infraestrutura ou mudança metodológica de medição que merece investigação local. Do lado dos domicílios, houve melhora relativa na destinação de resíduos: o destino inadequado caiu de 16,0% (2010) para 6,5% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do patamar de excelência da UF (1,0%); por outro lado, a coleta domiciliar de resíduos regrediu para 73,8% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram fortemente para 101.518 tCO₂e em 2024 (-53,8% no período), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), o que indica melhora recente relevante. Entretanto, essa redução não se reflete nos resíduos: as emissões desse setor aumentaram para 44.860 tCO₂e (+12,1%), situando o município no percentil 92 nacional — um contraste que corrobora os desafios já identificados em saneamento e tratamento de esgoto, já que resíduos sólidos e efluentes mal geridos tendem a ampliar essas emissões. As emissões de energia também cresceram (194.932 tCO₂e, +16,2%), no percentil 89, indicando que a queda nas emissões totais decorreu provavelmente de outros setores (como mudança de uso da terra), não de ganhos estruturais em energia ou resíduos.
Em síntese, Ibiúna combina indicadores de saneamento aquém do esperado para o estado de São Paulo — especialmente em cobertura de água e perda no sistema — com uma trajetória preocupante nas emissões de resíduos e energia, mesmo diante de uma redução expressiva nas emissões totais de GEE em 2024. A recomendação prioritária para gestores é investigar a queda simultânea de cobertura de água e aumento de perdas em 2022, além de ampliar a capacidade de tratamento de esgoto, dado que o município opera com infraestrutura mínima (1 ETE) para atender a população.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
51.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
16.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
35.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
41.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
36 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
36 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
101.518 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
44.860 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
194.932 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
