Icaraí de MinasMG
10.912 habitantes · IBGE 3130051
Resumo socioambiental
Icaraí de Minas apresenta um quadro de saneamento básico crítico, situando-se entre os piores municípios do país nos principais indicadores. A cobertura de água atingiu 39,2% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 12. A coleta de esgoto é ainda mais grave: 14,5% em 2024, refletindo uma queda de -56,2% desde o início da série — resultado de uma provável mudança metodológica ou de reporte entre 2021 (43,0%) e 2023 (14,2%), já que não há dados para 2022. Coerente com essa lacuna de coleta, o percentual de domicílios com destino inadequado de resíduos/dejetos chegou a 45,4% em 2022, valor três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e seis vezes ao mineiro (7,4%), colocando o município no percentil 90 — entre os piores do Brasil.
Por outro lado, o tratamento de esgoto (25,2% em 2024) e a perda de água (14,9%) mostram desempenho relativamente melhor que a coleta, com a perda de água inclusive abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%), indicando eficiência operacional na rede existente, ainda que pequena. Essa combinação — baixa cobertura e coleta, mas tratamento proporcionalmente razoável do pouco esgoto coletado — sugere que o desafio central não é a qualidade técnica do sistema, mas sua abrangência e universalização.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 209.060 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 61, com trajetória oscilante e pico em 2013 (313.531 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram +50,0% desde 2010, atingindo 5.827 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em tendência de alta que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e destinação inadequada de resíduos domiciliares. As emissões de energia, embora com menor peso absoluto (5.304 tCO₂e, percentil 22), cresceram 62,6% no período, indicando pressão adicional sobre o balanço de emissões do município.
Os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 (3 cheias e 14 secas) colocam Icaraí de Minas no percentil 93 nacional, evidenciando vulnerabilidade climática relevante que se soma às fragilidades estruturais de saneamento. Para gestores, o quadro aponta prioridade urgente para investimentos em expansão de coleta de esgoto e universalização do acesso à água, dado que a infraestrutura atual, embora eficiente em perdas, atende parcela pequena da população — deixando a maioria dos domicílios sem cobertura adequada e mantendo pressão sobre emissões de resíduos e riscos climáticos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
39.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
14.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
25.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
14.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
45.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
209.060 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.827 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.304 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
