IcaraímaPR
9.139 habitantes · IBGE 4109906
Resumo socioambiental
Icaraíma/PR apresenta em 2024 um quadro de saneamento marcado por forte deficiência no esgotamento sanitário, contrastando com desempenho relativamente melhor no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 83,3%, acima da mediana nacional (73,2%), mas abaixo da média paranaense (89,5%) e em queda relevante frente ao patamar de 100% mantido entre 2015 e 2022, com forte retração para 74,8% em 2023 e recuperação parcial no ano seguinte. A perda de água na distribuição, de 15,1%, é favorável ao município — menos da metade da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%) — indicando rede operacionalmente eficiente apesar da oscilação na cobertura.
O ponto crítico do dossiê é o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto é de apenas 9,4% (2024), muito distante da mediana nacional (59,9%) e da UF (82,9%), posicionando o município no percentil 8 — entre os piores do país nesse quesito. O tratamento de esgoto, embora tenha saltado de 0,5% (2022) para 5,4% (2024), permanece bem abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (78,8%). Já os dados censitários de destinação de resíduos domiciliares mostram evolução positiva: o destino inadequado caiu de 24,1% (2010) para 11,7% (2022), com coleta domiciliar chegando a 82,5%, acima da mediana nacional (76,9%). Essa melhora na gestão de resíduos não se reflete, contudo, nas emissões do setor, que cresceram 14,9% na série e chegaram a 4.658 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Em emissões totais de GEE, o município registrou 282.708 tCO₂e em 2024, cerca de duas vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o perfil rural-agropecuário típico da região. As emissões de energia (16.411 tCO₂e) ficam próximas da mediana nacional, enquanto os eventos climáticos extremos registrados pela ANA em 2016 (uma cheia e uma seca) sinalizam vulnerabilidade hidroclimática já observada historicamente, ainda que sem atualização mais recente na série.
Em síntese, Icaraíma combina bom desempenho relativo em abastecimento de água e perdas na rede com uma lacuna estrutural grave em esgotamento sanitário, que exige investimento prioritário — sobretudo em tratamento — para reduzir riscos à saúde pública e à qualidade dos corpos hídricos, especialmente considerando o histórico de eventos extremos na região.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
9.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
5.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
15.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
282.708 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.658 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
16.411 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
