IcatuMA

25.332 habitantes · IBGE 2105104

IA

Resumo socioambiental

Icatu/MA apresenta em 2024 um quadro de saneamento básico crítico e muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 6,9% dos domicílios, ante mediana nacional de 73,2% e UF de 53,5%, posicionando o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Paradoxalmente, mesmo com cobertura tão restrita, a perda de água no sistema atinge 73,7%, patamar muito superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (57,3%), colocando o município no percentil 96 (quanto maior, pior). Essa combinação indica ineficiência estrutural grave: o pouco que é distribuído ainda se perde majoritariamente antes de chegar ao consumidor.

O esgotamento sanitário segue padrão semelhante de precariedade. Apenas 25,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (Censo 2022), contra mediana nacional de 76,9%, e 71,0% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (29,4%), no percentil 99 — entre as piores situações do país. Ainda assim, houve melhora relativa desde 2010, quando o destino inadequado chegava a 84,6%, sugerindo avanço lento, porém insuficiente diante do déficit histórico.

Do ponto de vista de emissões, o balanço de GEE do município é negativo em 2024 (-782.974 tCO₂e), o que sugere captura líquida de carbono, provavelmente associada a uso do solo e cobertura vegetal, revertendo picos de emissão observados em 2018 (1.754.419 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 75% desde 2010, chegando a 8.850 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e destino inadequado de resíduos domiciliares. As emissões de energia também cresceram fortemente (+654,8% desde 2010), embora ainda abaixo da mediana nacional.

Em síntese, Icatu enfrenta um dos piores cenários de saneamento do Brasil, com cobertura de água e esgoto extremamente baixas e perdas hídricas elevadas, enquanto as emissões de resíduos crescem de forma consistente — um alerta para investimentos urgentes em infraestrutura de saneamento, que tenderiam a reduzir simultaneamente o déficit sanitário e as emissões associadas a resíduos e efluentes.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

6.9%

2024

1
44.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

73.7%

2024

4
4.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

25.4%

2022

2
65.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

71.0%

2022

1
16.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-782.974 tCO₂e

2024

99
110.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.850 tCO₂e

2024

38
75.0% no período

Emissões de energia

SEEG

5.509 tCO₂e

2024

77
654.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.