IgarapéMG

48.475 habitantes · IBGE 3130101

IA

Resumo socioambiental

Igarapé/MG apresenta quadro socioambiental preocupante, marcado pela quase ausência de tratamento de esgoto e por trajetória crescente de emissões. Em 2022, a cobertura de água atingia 80,5%, acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), com queda de 19,5% desde 2008. Já a coleta de esgoto, de 43,4% (2021), está bem abaixo da mediana do país (87,8%) e da UF (85,0%), colocando o município no percentil 23 nacional, com recuo expressivo de 32,8% desde 2007. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% ao longo de toda a série histórica (2008–2022), enquanto a mediana nacional chega a 37,7%. Essa combinação — esgoto coletado mas não tratado — indica que o efluente é lançado in natura no ambiente, o que ajuda a explicar o alto índice de emissões de resíduos, 21.262 tCO₂e em 2024 (percentil 84, muito acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e).

A perda de água na distribuição também é elevada, 46,5% em 2022, muito superior à mediana do país (29,9%) e à média de MG (35,0%), posicionando o município no percentil 81 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, sinalizando ineficiência operacional e possível necessidade de investimento em infraestrutura de saneamento.

Por outro lado, os indicadores de gestão de resíduos sólidos domiciliares são relativamente positivos: 90,4% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 78) e apenas 1,7% têm destino inadequado, queda acentuada frente aos 6,8% de 2010. Contudo, o município conta com apenas 1 unidade de destinação de resíduos desde 2015, sem evolução, enquanto Minas Gerais registra 135 unidades no total.

As emissões totais de GEE saltaram para 281.861 tCO₂e em 2024, alta de 92,5% desde 2010, impulsionadas principalmente pelo setor de energia, que mais que dobrou (+114,6%, chegando a 225.041 tCO₂e, percentil 90). Esse crescimento contínuo, associado à precariedade do tratamento de esgoto e às perdas de água, sugere pressão ambiental crescente que demanda atenção prioritária dos gestores, especialmente em infraestrutura de saneamento e eficiência energética.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.6%

2024

59
15.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

39.5%

2024

30
45.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

45.6%

2024

21
1.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.4%

2022

78
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.7%

2022

90
75.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

281.861 tCO₂e

2024

32
92.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.262 tCO₂e

2024

16
41.9% no período

Emissões de energia

SEEG

225.041 tCO₂e

2024

10
114.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.