Igarapé-MiriPA
68.955 habitantes · IBGE 1503309
Resumo socioambiental
Igarapé-Miri apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 17,7% em 2022, patamar que, apesar de representar alta de 41,0% em relação ao ano anterior, deixa o município no percentil 2 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do próprio estado do Pará (55,0%). A perda de água, de 38,8% em 2022, embora tenha recuado 23,6% frente aos anos anteriores, ainda supera a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (34,5%), evidenciando ineficiência operacional que compromete o pouco volume de água tratada disponibilizado à população.
O cenário de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. Apenas 41,0% dos domicílios contam com coleta de resíduos (2022), com queda de 9,8% desde 2010, enquanto 54,1% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — cifra 3,6 vezes maior que a mediana nacional (14,9%) e bem acima da média paraense (23,2%), posicionando o município no percentil 95, entre os piores do país. Essa deficiência estrutural ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 27.012 tCO₂e em 2024 (alta de 63,3% desde 2010), quase cinco vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 88.
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 393.387 tCO₂e em 2024, com salto de 170,3% desde 2010, superando amplamente a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 76. As emissões de energia, embora estáveis (+3,6% no período, 25.889 tCO₂e em 2024), também superam a mediana nacional. Em contrapartida, a capacidade solar instalada é incipiente, com apenas 1 MW em 2024, no percentil 59 — sinalizando potencial de expansão renovável ainda pouco explorado frente ao desafio de descarbonização.
Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, metade da mediana nacional (4,000) e abaixo da média estadual (2,861), colocando o município no percentil 14 — alerta relevante diante da combinação de baixíssima cobertura de água tratada e altas perdas no sistema. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos climáticos futuros. Em conjunto, os indicadores apontam para a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento, que tende a produzir efeitos positivos simultâneos na saúde pública, na redução de emissões de resíduos e no fortalecimento da segurança hídrica do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
16.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
68.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
41.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
54.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
393.387 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
27.012 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.889 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
