IgarassuPE
122.312 habitantes · IBGE 2606804
Resumo socioambiental
Igarassu apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário. A coleta de esgoto atinge apenas 4,3% dos domicílios em 2024, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e mesmo da UF (37,6%), posicionando o município no percentil 4 do país. O tratamento de esgoto segue padrão semelhante, com 4,0% em 2024 — recuo em relação aos 6,8% registrados em 2019/2020 — e o município conta com apenas 1 ETE instalada (2020), mesmo valor da mediana nacional, porém muito aquém das 101 unidades médias do estado. Esse déficit estrutural de tratamento ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que saltaram de 44.137 tCO₂e (2010) para 75.042 tCO₂e (2024), variação de +70%, colocando o município no percentil 96 nacional — um dos indicadores mais preocupantes do dossiê.
O abastecimento de água também mostra deterioração recente: a cobertura caiu de 77,5% (2022) para 61,9% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (71,4%), com queda de -1,8% apenas no último ano. Paralelamente, a perda de água subiu para 51,4% em 2024, revertendo a tendência de melhora observada entre 2021 e 2022 (49,2% e 44,2%), e situando Igarassu no percentil 84 nacional para este indicador de maior=pior — ou seja, entre os piores do país. Essa combinação de queda de cobertura com aumento de perdas sugere problemas de gestão operacional do sistema de abastecimento, que merecem investigação prioritária.
Em contraponto, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares mostram evolução positiva: o destino inadequado caiu de 14,5% (2010) para 7,9% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), e a coleta domiciliar avançou para 88,4%, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a UF (76,8%), posicionando o município no percentil 74. Essa melhora em gestão de resíduos coletados contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos citado acima, indicando que o volume gerado e tratado ainda gera passivo de metano relevante.
Nas emissões totais de GEE, o município soma 235.808 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com energia (179.401 tCO₂e) como principal vetor de crescimento (+29,8% no último ano), possivelmente relacionado a atividades industriais locais. Um ponto positivo é a expansão da capacidade de geração por biomassa, que saltou de 240 MW (2013-2023) para 529 MW em 2024, variação de +1.242,7% desde 2010, colocando Igarassu no percentil 100 nacional nesse quesito — um ativo relevante para transição energética que pode ser articulado com políticas de tratamento de resíduos e mitigação de emissões futuras.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
4.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
51.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
529 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
235.808 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
75.042 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
179.401 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
