Igreja NovaAL
22.125 habitantes · IBGE 2703205
Resumo socioambiental
Igreja Nova/AL apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte desempenho em coleta e tratamento de esgoto, mas fragilidades severas no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 31,6% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (76,9%), posicionando o município no percentil 7 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que essa cobertura, apesar de ter subido 48,5% no acumulado da série, oscilou por mais de uma década na faixa de 20-27%, com salto expressivo só em 2022. Paralelamente, a perda de água chegou a 55,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,9%), no percentil 89 — ou seja, o sistema perde mais da metade da água tratada, o que compromete a eficiência de qualquer expansão de rede.
Em contraste, o saneamento de esgoto é um ponto forte: coleta de 100,0% (2021) e tratamento de 100,0% (2022), ambos muito superiores às medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e às médias da UF, colocando o município no percentil 100 nesses dois indicadores. Essa universalização do tratamento de esgoto provavelmente contribui para a queda expressiva do destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 60,6% (2010) para 10,1% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%). Ainda assim, a coleta domiciliar de resíduos (74,8% em 2022) fica ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), sugerindo que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou o mesmo ritmo de avanço do esgotamento sanitário.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 167.416 tCO₂e em 2024, com recuo de 7,9% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 55. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 59,5% no período e alcançaram 11.973 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 71 — um sinal de alerta que dialoga com a lacuna na coleta domiciliar de resíduos e reforça a necessidade de ampliar a gestão adequada de resíduos sólidos para conter esse componente das emissões. As emissões de energia (21.638 tCO₂e, percentil 53) seguem próximas da mediana nacional, enquanto a potência instalada de biomassa (21 MW, estável desde 2010) supera folgadamente a mediana nacional (5 MW), no percentil 75, indicando papel relevante da matriz renovável local.
Por fim, os registros de eventos extremos em 2016 (1 cheia e 2 secas) posicionam o município nos percentis 76 e 64 nacionalmente, acima da mediana zero, o que, combinado às altas perdas de água na rede, expõe uma vulnerabilidade hídrica dupla: baixa cobertura de abastecimento e exposição a eventos climáticos extremos. Para os gestores, a prioridade evidente é o investimento em infraestrutura de água (ampliação de cobertura e redução de perdas), enquanto o avanço em es
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
90.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
21 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
167.416 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.973 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
21.638 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
