IguaíBA
21.897 habitantes · IBGE 2913507
Resumo socioambiental
Iguaí/BA apresenta déficit estrutural de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 56,7% em 2022, aumento de +10,1% desde 2008, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 26. O quadro de esgotamento sanitário é mais crítico: a coleta de esgoto caiu para 12,5% em 2021 (-31,2% na série), muito inferior à mediana nacional de 87,8% e à própria UF (63,0%), colocando Iguaí no percentil 8 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto, em 10,0% (2022), também recua (-17,9%) e fica bem abaixo da mediana nacional (37,7%). Com apenas 1 ETE em operação (2020), compatível com a mediana nacional mas irrisório frente às 317 unidades da Bahia, a capacidade de tratamento é claramente insuficiente diante da baixa cobertura de coleta.
A perda de água na distribuição, em 29,0% (2022, +6,0% na série), está próxima da mediana nacional (29,9%) e melhor que a UF (35,0%), indicando que, apesar dos desafios de cobertura, a eficiência operacional não é o principal problema. Já o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha melhorado significativamente (-24,8%, de 38,9% em 2010 para 29,2% em 2022), permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), situando o município no percentil 73 — entre os piores. A baixa coleta de esgoto e o alto índice de destinação inadequada de resíduos são coerentes entre si e ajudam a explicar o crescimento das emissões do setor de resíduos, que somaram 13.318 tCO₂e em 2024 (+47,7% desde 2010), superando mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, Iguaí registrou 310.242 tCO₂e em 2024 (+15,4% em relação a 2010), valor mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 71. As emissões de energia, ao contrário, vêm em trajetória de queda moderada (+15,5% no acervo total da série, mas com recuo nos últimos anos, de 13.641 tCO₂e em 2020 para 10.816 tCO₂e em 2024), ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A capacidade instalada de biomassa está estagnada em 186 kW desde 2010, valor muito inferior à mediana nacional (5 MW), sinalizando ausência de investimento em fontes renováveis locais.
Em síntese, Iguaí enfrenta um dos piores cenários de saneamento do país, com baixíssima coleta e tratamento de esgoto, o que se reflete no aumento das emissões de resíduos e no elevado percentual de destinação inadequada de dejetos domiciliares. A estabilidade nas perdas de água e a leve redução nas emissões energéticas são pontos positivos pontuais, mas insuficientes para reverter o quadro geral de vulnerabilidade socioambiental, que exige investimentos urgentes em infraestrutura de esgotam
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
8.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
9.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
33.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
186 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
310.242 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.318 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.816 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
