IguapeSP

29.881 habitantes · IBGE 3520301

IA

Resumo socioambiental

Iguape/SP apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no tratamento de esgoto contrastando com retrocessos preocupantes no acesso à água. A cobertura de água caiu para 58,6% em 2022, uma queda de -13,1% em relação à série histórica e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 28 — entre os piores do país nesse quesito. A perda de água, embora ainda alta em 22,9% (2022), está relativamente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (32,1%), sugerindo que o problema de cobertura não decorre apenas de ineficiência na distribuição, mas possivelmente de expansão insuficiente da rede frente ao crescimento populacional ou à precariedade da infraestrutura.

Em contrapartida, o tratamento de esgoto evoluiu de forma notável, atingindo 83,6% em 2022 (variação de +47,2% desde 2008), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a média estadual (69,6%), com percentil 80. Esse avanço, no entanto, não se reflete integralmente na coleta de esgoto, estagnada em 59,2% (2021), com percentil 31 — abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%). Isso indica que o município investiu na capacidade de tratamento das ETEs existentes, mas ainda enfrenta déficit de coleta domiciliar, o que limita o impacto sanitário pleno da infraestrutura instalada. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 10,0% (2022), redução de -40,4% desde 2010, aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do padrão estadual (1,0%).

No eixo climático, as emissões de GEE do município tornaram-se negativas (-204.074 tCO₂e em 2024), refletindo captura líquida de carbono, provavelmente associada à cobertura florestal e ao uso do solo, situando Iguape no percentil 2 nacional — ou seja, entre os municípios com melhor desempenho relativo em emissões totais. Contudo, as emissões de resíduos (16.894 tCO₂e, percentil 81) e de energia (44.027 tCO₂e, com alta de +78,8% desde 2010, percentil 67) permanecem elevadas frente à mediana nacional, indicando que o bom resultado agregado mascara pressões setoriais crescentes, especialmente em energia.

Por fim, o município registrou eventos de cheia (4 ocorrências em 2016, percentil 96) e apresenta índice de segurança hídrica de 3,0 (2035), abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,881), sinalizando vulnerabilidade a extremos hídricos que reforça a urgência de investimentos na universalização do abastecimento de água, area onde o município mais se distancia dos padrões nacional e estadual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.6%

2024

41
6.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

56.0%

2024

47
4.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

86.8%

2024

90
50.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.4%

2024

93
47.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.5%

2022

63
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.0%

2022

61
40.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-204.074 tCO₂e

2024

98
815.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.894 tCO₂e

2024

20
1.9% no período

Emissões de energia

SEEG

44.027 tCO₂e

2024

33
78.8% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.