IguaracyPE

11.366 habitantes · IBGE 2606903

IA

Resumo socioambiental

Iguaracy/PE apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com sinais de retrocesso recente. A cobertura de água caiu para 54,2% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média de Pernambuco (71,4%), posicionando o município no percentil 25 do país. Chama atenção a queda brusca de 76,2% em 2022 para 51,9% em 2023, indicando possível falha operacional ou mudança metodológica no registro. A perda de água, embora tenha recuado de 47,4% (2019) para 22,2% em 2024, ainda representa desperdício relevante, ainda que abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,3%).

O esgotamento sanitário revela a maior fragilidade do município: apesar da coleta formal de esgoto ter atingido 100% em 2021 (SNIS/SINISA), o tratamento permanece em 0% desde ao menos 2015, ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento algum — situação distante da mediana nacional de 33,3% e da UF (33,7%). Essa contradição entre alta cobertura de coleta e ausência total de tratamento sugere rede coletora que apenas transporta o problema para outro ponto, sem resolver a poluição de corpos hídricos. Reforça esse cenário crítico o dado do Censo IBGE: apenas 55,4% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), e 44,4% têm destino inadequado de dejetos, taxa quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e no percentil 89 (pior) do país.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 84.297 tCO₂e em 2024, com alta de 28,1% frente a 2023, embora abaixo do pico de 140.049 tCO₂e registrado em 2023 e próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, no entanto, cresceram de forma consistente e acelerada — de 4.095 tCO₂e (2010) para 6.941 tCO₂e (2024), alta de 69,5% no período —, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 54. Esse crescimento é coerente com a baixa cobertura de coleta e ausência de tratamento de esgoto, evidenciando que a gestão de resíduos e efluentes é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município.

Em relação a eventos hidrológicos, o único dado disponível (2016) mostra ausência de registros de cheia, mas 18 ocorrências de seca observada, no percentil 98 estadual, sinalizando vulnerabilidade à escassez hídrica que reforça a urgência de investimentos em abastecimento e uso racional da água. Diante do quadro, prioridades imediatas para gestores incluem a implantação de tratamento de esgoto, a recuperação da cobertura de água aos patamares de 2022 e a ampliação da coleta domiciliar de resíduos, medidas que trariam ganhos simultâneos em saúde pública, mitigação de emissões e resiliência hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.2%

2024

25
5.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

384.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

22.2%

2024

69
24.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.4%

2022

21
8.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.4%

2022

11
9.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

84.297 tCO₂e

2024

65
28.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.941 tCO₂e

2024

46
69.5% no período

Emissões de energia

SEEG

8.256 tCO₂e

2024

68
76.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.