IjuíRS
87.775 habitantes · IBGE 4310207
Resumo socioambiental
Ijuí apresenta um perfil socioambiental heterogêneo, com bom desempenho em abastecimento de água, mas fragilidade estrutural em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 90,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 70. Contudo, a perda de água na distribuição, embora tenha caído de 56,3% (2019) para 39,6% em 2022, ainda supera a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (36,5%), indicando ineficiência operacional persistente que compromete o potencial pleno do bom índice de cobertura.
O esgotamento sanitário é o principal ponto crítico do município. A coleta de esgoto, apesar do crescimento expressivo desde 2014 (+984,5%), alcançou apenas 21,7% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média do RS (49,5%), classificando Ijuí no percentil 12 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto segue o mesmo padrão: 11,3% em 2022, também aquém da mediana nacional (37,7%) e estadual (30,8%), com apenas 1 ETE em operação (2020), no limite da mediana nacional. Essa defasagem em coleta e tratamento contrasta com os bons indicadores de coleta de resíduos sólidos domiciliares (91,5% em 2022, percentil 81) e destino inadequado relativamente baixo (5,5%, percentil 26), sugerindo que o desafio ambiental do município está concentrado no eixo hídrico-sanitário, não no manejo de resíduos.
Do ponto de vista climático, as emissões de GEE somaram 796.638 tCO₂e em 2024, com alta de 11,8% desde 2010, situando Ijuí no percentil 87 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). O setor de energia domina o perfil de emissões (582.819 tCO₂e, percentil 97), refletindo forte intensidade energética local, enquanto as emissões de resíduos, embora numericamente menores (44.092 tCO₂e), cresceram 34,8% no período e colocam o município no percentil 92, evidenciando que a expansão da coleta de resíduos não veio acompanhada de redução proporcional das emissões associadas à destinação final.
Em geração de energia, observa-se diversificação positiva: a potência em biomassa saltou de 1 MW para 7 MW entre 2021 e 2022 (+498,2%), superando a mediana nacional (5 MW), enquanto a potência hidráulica atingiu 44 MW (percentil 77). Combinando-se o crescimento das emissões energéticas com o avanço ainda tímido em fontes renováveis locais, e a lacuna histórica em tratamento de esgoto, recomenda-se que o planejamento municipal priorize investimentos em ETEs e expansão da rede coletora, dado o descompasso entre a boa cobertura de água e o atraso relativo em esgotamento sanitário — fator que também impacta indiretamente a qualidade dos corpos hídricos e o desempenho ambiental geral do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
37.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
20.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
50 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
44 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
796.638 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
44.092 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
582.819 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
