Ilha CompridaSP

13.955 habitantes · IBGE 3520426

IA

Resumo socioambiental

Ilha Comprida/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 84,3%, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do patamar estadual (96,6%), posicionando o município no percentil 67. Já o saneamento de esgoto revela um descompasso relevante: a coleta atinge apenas 45,7%, abaixo da mediana do Brasil (59,9%) e distante da média paulista (92,5%), colocando o município no percentil 37. Em contrapartida, o tratamento do esgoto coletado é proporcionalmente eficiente, com 60,8% em 2024 — acima da mediana nacional (33,3%) e próximo do valor estadual (66,6%), refletindo avanço consistente desde 2010 (31,9%), quando o município contava com 2 ETEs em operação (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade.

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que subiu para 31,8% em 2024, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (28,2%), após oscilações na série histórica e uma alta expressiva desde 2018 (20,7%). Esse indicador é preocupante porque compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura de abastecimento, sugerindo necessidade de investimento em manutenção da rede. Do lado dos domicílios, o quadro é positivo quanto ao destino de resíduos: apenas 0,3% têm destinação inadequada em 2022, um dos menores índices do país (percentil 2), embora a coleta domiciliar tenha recuado de 97,9% (2010) para 87,1% (2022), ainda acima da mediana nacional (76,9%).

No âmbito climático, as emissões totais de GEE tornaram-se negativas em 2024 (-13.839 tCO₂e), indicando que o município funcionou como sumidouro líquido de carbono, resultado favorável frente à mediana nacional positiva (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 58,5% desde 2010, atingindo 7.881 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — tendência que dialoga com a baixa cobertura de coleta de esgoto e reforça a pressão do manejo de resíduos sólidos e efluentes sobre o balanço ambiental local. As emissões de energia, por sua vez, recuaram desde o pico de 2014 (14.033 tCO₂e) para 10.242 tCO₂e em 2024, mantendo-se abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016 para o município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.3%

2024

67
2.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

45.7%

2024

37
33.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

60.8%

2024

69
90.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.8%

2024

43
37.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.1%

2022

71
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
84.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-13.839 tCO₂e

2024

97
537.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.881 tCO₂e

2024

41
58.5% no período

Emissões de energia

SEEG

10.242 tCO₂e

2024

64
4.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.