Ilha GrandePI

9.501 habitantes · IBGE 2204659

IA

Resumo socioambiental

Ilha Grande/PI apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento domiciliar mas deterioração recente na gestão da água. A cobertura de água atingiu 78,3% em 2023, abaixo da série histórica do município, que chegou a superar 96% em 2021, e também abaixo da média estadual (92,3%). Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 75,4% em 2023 — patamar muito superior à mediana nacional (29,1%) e à média do Piauí (23,6%) —, indicando ineficiência operacional crescente na distribuição, que pode comprometer a sustentabilidade do abastecimento mesmo com boa cobertura nominal.

No esgotamento sanitário, o município supera as referências nacionais em coleta (74,0% em 2021, contra mediana de 59,9% e UF de 54,1%), mas o tratamento caiu a 0,0% em 2022, revertendo os 23,9% registrados em 2021. Essa lacuna entre coleta e tratamento sugere que o esgoto captado não está sendo adequadamente tratado antes do descarte, com potencial impacto em corpos hídricos locais, apesar de o município contar com uma ETE instalada (2020), equivalente à mediana nacional de unidades.

Do lado dos resíduos domiciliares, houve melhoria expressiva: o destino inadequado caiu de 38,4% (2010) para 10,7% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%) e do Piauí (26,3%), enquanto a coleta domiciliar avançou para 84,7%, superando ambas as referências. Essa evolução, contudo, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 79,5% desde 2010, atingindo 5.677 tCO₂e em 2024 — próximo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, o que pode indicar aumento do volume gerado mesmo com destinação mais adequada.

As emissões totais de GEE do município somaram 46.639 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Ilha Grande no percentil 20 (baixo impacto relativo). As emissões de energia permanecem marginais (2.917 tCO₂e, percentil 11), e a capacidade eólica instalada está estável em 47 MW desde 2016, inferior à mediana nacional (126 MW). Em termos climáticos extremos, os registros de 2016 mostram exposição relevante a eventos de seca (4 registros, percentil 72) e cheia (2 registros, percentil 87), reforçando a necessidade de monitoramento hídrico integrado, especialmente diante do agravamento das perdas na rede de abastecimento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.3%

2023

6.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

74.0%

2021

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

75.4%

2023

57.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.7%

2022

66
37.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.7%

2022

59
72.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

47 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

47 MW

2024

23
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

46.639 tCO₂e

2024

80
150.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.677 tCO₂e

2024

53
79.5% no período

Emissões de energia

SEEG

2.917 tCO₂e

2024

89
18.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.