IlhotaSC
18.197 habitantes · IBGE 4207106
Resumo socioambiental
Ilhota apresenta um quadro de saneamento em deterioração acentuada, com destaque negativo para o esgotamento sanitário. A coleta de esgoto caiu para 6,0% em 2024, recuo de 54,4% em relação a 2023 e muito distante da mediana nacional (59,9%) e da própria média catarinense (42,3%), posicionando o município no percentil 6 do país. O tratamento de esgoto também é baixo, em 7,3% (2024), ante mediana nacional de 33,3%. A cobertura de água segue trajetória semelhante de queda, de 100% em 2021-2022 para 62,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (86,8%). Chama atenção que essas quedas bruscas e simultâneas em água e esgoto a partir de 2023 sugerem mudança na metodologia de reporte ou na prestação do serviço, e não necessariamente perda física repentina de infraestrutura — merecendo verificação junto ao prestador local.
A perda de água na distribuição, de 34,1% (2024), está acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), indicando ineficiência operacional que penaliza tanto a sustentabilidade financeira do sistema quanto a disponibilidade do recurso à população, especialmente relevante diante da queda simultânea de cobertura. Em contraste, os indicadores do Censo (2022) mostram situação mais favorável na coleta de resíduos sólidos domiciliares, com 95,6% dos domicílios atendidos e apenas 1,0% com destinação inadequada — bem melhor que a mediana nacional (14,9%) e o percentil 6 (ou seja, entre os municípios com menor inadequação do país). Essa defasagem temporal (2022 vs. 2024) explica parte da aparente contradição entre bons indicadores domiciliares de resíduos e o colapso recente do esgotamento sanitário.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 125.923 tCO₂e em 2024, com queda de 8,2% frente ao ano anterior, situando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de energia cresceram 77,5% na década, atingindo 49.658 tCO₂e (percentil 70), e as emissões de resíduos aumentaram 37,9%, para 7.740 tCO₂e (percentil 58) — este último aumento é coerente com a redução do tratamento de esgoto, já que menor tratamento tende a elevar emissões associadas à decomposição anaeróbica de efluentes e resíduos. A geração de energia limpa por biomassa está estagnada em 2 MW desde 2011, abaixo da mediana nacional (5 MW), e há apenas 1 unidade de destinação de resíduos licenciada, igual à mediana nacional, mas muito aquém da capacidade estadual (58 unidades).
Em síntese, Ilhota combina um retrocesso recente e expressivo no saneamento básico — sobretudo em esgotamento sanitário — com pressão climática crescente nos setores de energia e resíduos, ainda que as emissões totais permaneçam próximas à média nacional. A recomendação prioritária aos gestores é investigar as causas da queda abrupta em água e esgoto entre 2023 e 2024, reduzir as perdas na distribuição de água e ampliar a infraestrutura de tratamento de es
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
6.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
7.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
34.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
125.923 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.740 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
49.658 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
8
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
