IlópolisRS

4.245 habitantes · IBGE 4310306

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Resumo socioambiental

Ilópolis apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em saneamento de resíduos sólidos e emissões, mas fragilidades persistentes no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 51,4% em 2024, com queda de 1,9% no último ano e recuo de patamar em relação ao início da série (52,4% em 2010), posicionando o município no percentil 22 nacional — bem abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da média gaúcha (86,2%). Em contrapartida, a perda de água, embora ainda alta em termos absolutos (18,9% em 2024), está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), com tendência de queda de 4,1% no último ano, sugerindo alguma eficiência operacional apesar da baixa cobertura.

No saneamento domiciliar, o município mostra evolução expressiva: a coleta de resíduos alcançou 93,0% dos domicílios em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (82,7%), posicionando Ilópolis no percentil 85. O destino inadequado de resíduos caiu de 16,1% para 6,8% entre 2010 e 2022 (-58%), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do valor de referência da UF (4,5%). Essa melhoria na gestão de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 43,9% desde 2010, atingindo 2.456 tCO₂e em 2024, indicando que o aumento da cobertura de coleta pode estar associado a maior geração ou tratamento de resíduos com maior pegada de carbono, mesmo com o valor total ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE apresentam trajetória fortemente decrescente, caindo de 128.448 tCO₂e em 2010 para 26.690 tCO₂e em 2024 (-79,2%), com o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os mais baixos emissores do país, refletindo provavelmente a redução de atividades agropecuárias ou mudanças no uso da terra. Já as emissões de energia mostram tendência oposta, com alta de 23,7% desde 2010, chegando a 9.229 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 134 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (5 MW), evidenciando ausência de investimento em expansão de fontes renováveis locais.

Em relação a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), situando o município nos percentis 76 e 72, respectivamente — um alerta para monitoramento de riscos climáticos, especialmente considerando a baixa cobertura de água e possíveis vulnerabilidades no abastecimento em períodos de estiagem. Em síntese, Ilópolis avançou significativamente na gestão de resíduos e reduziu suas emissões totais, mas enfrenta desafios estruturais na cobertura de água potável e no controle das emissões de energia e resíduos, que merecem atenção prioritária da gestão local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.4%

2024

22
1.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.9%

2024

78
4.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.0%

2022

85
10.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.8%

2022

69
58.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

134 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

26.690 tCO₂e

2024

90
79.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.456 tCO₂e

2024

82
43.9% no período

Emissões de energia

SEEG

9.229 tCO₂e

2024

66
23.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.