ImbéRS

27.931 habitantes · IBGE 4310330

IA

Resumo socioambiental

Imbé apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre a gestão de resíduos sólidos domiciliares e o saneamento de esgoto. A coleta de resíduos atinge 99,7% dos domicílios (2022), no percentil 100 nacional, com destinação inadequada de apenas 0,1%, muito abaixo da mediana brasileira de 14,9%. Já o esgotamento sanitário é crítico: a coleta é de apenas 0,6% (2021, percentil 1) e o tratamento é 0,0% (2022), enquanto a mediana nacional está em 87,8% e 37,7%, respectivamente. Esse déficit estrutural em esgoto é agravado pelo aumento das emissões de resíduos, que saltaram de 6.884 para 12.702 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+84,5%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 73.

O abastecimento de água também mostra sinais de deterioração recente. A cobertura, que se manteve em torno de 100% entre 2010 e 2017, recuou para 88,4% em 2022 (-8,3% na série), ainda acima da mediana nacional (76,5%) mas com trajetória de queda preocupante. Paralelamente, as perdas no sistema de distribuição saltaram de 10,6% (2019) para 30,0% (2022), um aumento de 80,4%, superando levemente a mediana nacional (29,9%) e indicando ineficiência operacional crescente que pode estar associada à mesma causa da queda de cobertura.

No eixo climático, as emissões totais de GEE alcançaram 64.676 tCO₂e em 2024, alta de 43,5% desde 2010, com o setor de energia como principal responsável (53.667 tCO₂e, percentil 71). Embora o volume absoluto esteja abaixo da mediana nacional em termos comparativos setoriais, a tendência de crescimento acelerado nos últimos anos — especialmente entre 2023 e 2024 — merece atenção, sobretudo pela combinação com o aumento simultâneo das emissões de resíduos, sugerindo pressão conjunta de expansão urbana e limitações de infraestrutura de saneamento.

Em síntese, Imbé combina desempenho de excelência na coleta de resíduos domiciliares com deficiências graves em esgotamento sanitário e sinais de deterioração na gestão hídrica (perdas crescentes e queda de cobertura de água). A ausência de tratamento de esgoto, associada ao crescimento das emissões de resíduos e energia, aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de saneamento e eficiência do sistema de abastecimento, de modo a reverter tendências que colocam o município em desvantagem relativa a esses indicadores frente ao Brasil e ao Rio Grande do Sul.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

95
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.2%

2024

1
392.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

21.2%

2024

72
16.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

99.7%

2022

100
0.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.1%

2022

100
71.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

64.676 tCO₂e

2024

72
43.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.702 tCO₂e

2024

27
84.5% no período

Emissões de energia

SEEG

53.667 tCO₂e

2024

29
37.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.