ImigranteRS

3.148 habitantes · IBGE 4310363

IA

Resumo socioambiental

Imigrante/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 94,2%, valor superior à mediana nacional (76,5%) e à média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 77. Apesar do bom patamar atual, a série histórica revela instabilidade relevante: o indicador chegou a 100% entre 2008 e 2012, recuou para apenas 49,6% em 2020-2021, e recuperou-se abruptamente em 2022 — variação de -5,8% no acumulado do período, mas com oscilações que sugerem descontinuidade na prestação do serviço ou na qualidade do reporte ao SNIS/SINISA. A perda de água, de 17,6% em 2022, é bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (36,5%), colocando o município entre os melhores desempenhos (percentil 19), embora tenha havido piora acentuada entre 2018 (9,1%) e 2019 (23,0%), ainda não plenamente revertida.

No saneamento, o município mantém indicadores sólidos e estáveis: 96,0% dos domicílios com coleta de resíduos em 2022 (percentil 94, muito acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 3,2% de destino inadequado de resíduos, também melhor que a mediana nacional (14,9%) e próximo à média gaúcha (4,5%). Essa boa cobertura de coleta e destinação adequada de resíduos sólidos é coerente com o baixo volume de emissões de resíduos do SEEG — 1.739 tCO₂e em 2024, no percentil 9 nacional —, indicando que a gestão de resíduos não é fonte relevante de pressão ambiental no município, apesar do crescimento de 21,8% nessas emissões desde 2010.

As emissões totais de GEE somaram 80.305 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória bastante volátil — picos em 2013 (123.398) e 2021 (107.485) intercalados por quedas acentuadas, e alta de 25,7% apenas no último ano. As emissões de energia, embora com menor peso absoluto (6.127 tCO₂e, percentil 25), cresceram 43,8% desde 2010, acompanhando o aumento populacional e de atividade econômica, e merecem monitoramento para não pressionar o balanço de emissões municipal.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram 1 ocorrência de cheia e 3 de seca, ambos com frequência superior à mediana nacional (zero), mas distantes dos volumes estaduais agregados, sugerindo exposição pontual a eventos climáticos extremos que reforça a importância de manter a infraestrutura hídrica resiliente, sobretudo diante das oscilações já observadas na cobertura de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

95.0%

2023

5.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.3%

2023

26.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.0%

2022

94
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.2%

2022

83
14.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

80.305 tCO₂e

2024

66
25.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.739 tCO₂e

2024

91
21.8% no período

Emissões de energia

SEEG

6.127 tCO₂e

2024

75
43.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.