InaciolândiaGO
6.061 habitantes · IBGE 5209937
Resumo socioambiental
Inaciolândia apresenta um quadro misto em saneamento básico, com avanços consistentes no abastecimento de água mas fragilidades importantes no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 90,4% em 2022, com crescimento expressivo de +68,3% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 71 do país. Em contrapartida, a coleta de esgoto estagnou em 48,1% desde 2017 (sem atualização mais recente), bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e do percentil goiano (74,3%), e o tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2017), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a UF trata 66,0%. Essa lacuna entre captação de água e tratamento de esgoto sugere risco de contaminação de mananciais e passivo ambiental crescente, especialmente se não houver investimento em estações de tratamento.
A perda de água na distribuição, embora ainda elevada (20,9% em 2022), está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (27,8%), posicionando o município favoravelmente (percentil 26, onde menor é melhor). A série histórica mostra oscilação relevante, com pico de 41,4% em 2015 e recuperação recente, indicando melhoria na gestão operacional do sistema, mas ainda com margem de eficiência a explorar. Já a destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 16,2% (2010) para 9,6% (2022), redução de 40,6%, situando o município abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante do padrão estadual (5,5%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 295.624 tCO₂e em 2024, alta de 11,1% desde 2010, com pico em 2022 (343.967 tCO₂e) seguido de queda nos dois últimos anos. O município está no percentil 70 nacional, indicando emissões acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora irrisórias frente ao total estadual. As emissões de resíduos cresceram 19,2% no período (para 3.589 tCO₂e em 2024), mas permanecem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo talvez o porte populacional reduzido. Já as emissões de energia caíram drasticamente (-82,4%), de 49.227 tCO₂e (2010) para 8.685 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando maior eficiência energética ou mudança na matriz de fontes.
Quanto a eventos extremos, os dados de 2016 registram uma ocorrência de cheia e uma de seca, valores acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), mas inferiores à média estadual (29 cheias e 20 secas), sugerindo exposição pontual a riscos hidrológicos que merece monitoramento contínuo, sobretudo diante da ausência de tratamento de esgoto, que pode agravar impactos sanitários em eventos de cheia.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
48.1%
2017
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2017
Perda de água
SNIS/SINISA
19.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
295.624 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.589 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.685 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
