IndiavaíMT

2.194 habitantes · IBGE 5104500

IA

Resumo socioambiental

Indiavaí/MT apresenta deterioração acentuada no saneamento básico entre 2020 e 2022. A cobertura de água caiu de 88,2% para 42,9%, uma queda de 41,2% no período, posicionando o município no percentil 14 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da média estadual (87,2%). Concomitantemente, a perda de água na distribuição saltou de 15,9% para 56,3%, variação de +157%, colocando o município no percentil 90 (pior situação relativa) e bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (40,5%). A combinação dessas duas tendências sugere problemas estruturais na rede de abastecimento, possivelmente vazamentos ou falhas de manutenção que comprometem simultaneamente a cobertura e a eficiência do sistema.

No esgotamento sanitário, o quadro também é preocupante: apenas 75,5% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022 (queda de 5,2% frente a 2010), e o destino inadequado de resíduios domiciliares atingiu 23,3%, acima da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (11,2%), no percentil 65. O município possui apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, mas isso não impediu a piora nos indicadores de coleta e destinação, indicando que a infraestrutura existente não tem sido suficiente ou efetiva para acompanhar as necessidades locais.

Em relação às emissões de GEE, o município registrou 262.957 tCO₂e em 2024, com aumento de 14,2% em relação a 2010, no percentil 67 nacional — acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora muito distante do total estadual. Chama atenção o pico de 974.419 tCO₂e em 2023, provavelmente associado a uso da terra ou mudanças pontuais, seguido de retorno ao patamar histórico em 2024. As emissões de resíduos (1.208 tCO₂e, percentil 3) e de energia (1.575 tCO₂e, percentil 4) são proporcionalmente baixas frente ao cenário nacional, sugerindo que o grosso das emissões municipais está concentrado em outros setores, como agropecuária ou mudança de uso do solo.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, e a potência hidráulica instalada permanece estável em 94 MW desde 2010, no percentil 84 nacional, indicando relevância hídrica-energética consolidada, mas sem expansão recente. Em síntese, o desafio prioritário do município está no saneamento: a queda simultânea de cobertura de água e aumento de perdas, associada à piora na destinação de resíduos, aponta para necessidade urgente de investimento em infraestrutura hídrica e de coleta, especialmente considerando que a base populacional é pequena (~2.194 habitantes), o que tornaria tais intervenções tecnicamente viáveis e financeiramente proporcionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.9%

2022

55.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

56.3%

2022

157.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.5%

2022

48
5.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.3%

2022

35
14.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

94 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

94 MW

2024

84
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

262.957 tCO₂e

2024

33
14.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.208 tCO₂e

2024

97
17.7% no período

Emissões de energia

SEEG

1.575 tCO₂e

2024

96
62.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.