InhambupeBA
35.397 habitantes · IBGE 2913705
Resumo socioambiental
Inhambupe apresenta um quadro de saneamento básico marcado por avanços parciais e lacunas estruturais críticas. A cobertura de água atingiu 58,3% em 2022, com crescimento modesto de +6,6% desde 2008, mas permanece bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 28 do país. Já a coleta de esgoto evoluiu expressivamente, saltando de 63,9% em 2016 para 91,2% em 2021 (+42,8%), superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a UF (63,0%). Esse avanço na coleta, entretanto, é neutralizado pela ausência total de tratamento: 0,0% do esgoto é tratado desde 2016, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 53,1%. Ou seja, o município coleta bem, mas despeja o esgoto sem qualquer tratamento, o que representa um risco sanitário e ambiental relevante.
A gestão hídrica também preocupa pelo lado das perdas: o índice de perda de água chegou a 37,2% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando ineficiência operacional que compromete a expansão da cobertura já limitada. No campo dos resíduos sólidos domiciliares, a coleta atinge apenas 52,6% dos domicílios (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado ainda afeta 31,2% dos domicílios — número que caiu significativamente desde 2010 (50,2%), mas que permanece acima da mediana do país (14,9%) e da Bahia (17,1%), situando o município no percentil 75, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 330.321 tCO₂e em 2024, com alta de 18,5% em relação a 2023, posicionando Inhambupe no percentil 72 nacional — bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento acelerado das emissões de energia, que passaram de 27.838 tCO₂e (2010) para 112.719 tCO₂e (2024), um aumento de +304,9%, refletindo mudança no perfil energético do município. As emissões de resíduos, por sua vez, atingiram 13.621 tCO₂e (+34,3% desde 2010), coerentes com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada identificados no saneamento.
Em síntese, Inhambupe convive com um paradoxo sanitário: coleta de esgoto superior à média nacional, mas tratamento nulo, o que anula os ganhos ambientais da coleta e pressiona corpos hídricos. Some-se a isso a baixa cobertura de água, as perdas elevadas no sistema e a insuficiente gestão de resíduos sólidos, fatores que, combinados ao crescimento das emissões de GEE — especialmente no setor energético —, apontam para a necessidade urgente de investimentos em estações de tratamento de esgoto, modernização da rede de abastecimento e ampliação da coleta de resíduos como prioridades de política pública local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.2%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
23.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
330.321 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.621 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
112.719 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
