InhapimMG
23.000 habitantes · IBGE 3130903
Resumo socioambiental
Inhapim apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 48,5% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média mineira de 84,3% (percentil 18), após anos de oscilação — houve inclusive queda abrupta em 2015, sem recuperação plena até hoje. A coleta de esgoto, de 48,4% em 2021, revela trajetória de forte deterioração: partiu de 100% em 2010 e 2012, mas apresenta variação de -51,6% no período, ficando distante da mediana nacional (87,8%) e do patamar estadual (85,0%, percentil 25). Mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2010, enquanto Brasil e Minas Gerais tratam, em mediana, 37,7% e 44,5% respectivamente — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento, o que agrava a pressão sobre corpos hídricos locais.
Essa fragilidade se reflete também na perda de água, que subiu para 32,2% em 2022 (variação de +26,6% desde 2008), superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar mineiro (35,0%, percentil 55) — indicando ineficiência operacional crescente mesmo com baixa cobertura. Do lado social, os dados censitários confirmam o quadro: apenas 56,8% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (86,1%), enquanto 25,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase o dobro da mediana brasileira (14,9%) e mais de três vezes o índice mineiro (7,4%, percentil 68), embora tenha havido melhora expressiva desde 2010 (-46,2%).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 284.294 tCO₂e em 2024, com alta de 18,2% desde 2010 e percentil 69 em relação ao Brasil — patamar elevado para um município de porte pequeno. As emissões de resíduos, de 11.732 tCO₂e (+25,5% no período, percentil 70), guardam relação direta com a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta, reforçando o ciclo de impacto ambiental gerado pela infraestrutura sanitária deficiente. Em contrapartida, as emissões de energia caíram 44,5%, para 41.825 tCO₂e, sinalizando avanço em eficiência ou mudança na matriz energética local, ainda que o percentil (66) permaneça acima da mediana nacional.
Por fim, a capacidade de geração hidráulica instalada permanece estável em 6 MW desde 2014, abaixo da mediana nacional (10 MW), e os registros de eventos extremos disponíveis (3 cheias em 2016) posicionam o município em percentil elevado (93) frente ao Brasil, sugerindo vulnerabilidade hidrológica que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de ampliação da cobertura de coleta e, sobretudo, implantação de tratamento de esgoto, dado seu pot
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
48.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
39.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
6 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
284.294 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.732 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
41.825 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
