IpabaMG

17.554 habitantes · IBGE 3131158

IA

Resumo socioambiental

Ipaba/MG apresenta um saneamento com resultados heterogêneos em 2024. A cobertura de água atingiu 78,3%, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do patamar médio de Minas Gerais (83,3%), posicionando o município no percentil 58. Chama atenção a queda de -13,0% em relação ao início da série (2010: 89,9%), com deterioração mais acentuada entre 2015 e 2021, seguida de recuperação parcial nos últimos anos. Já a coleta de esgoto é um ponto forte, alcançando 90,7% em 2024, bem acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%), colocando o município no percentil 84. Esse avanço, contudo, contrasta fortemente com a ausência total de tratamento de esgoto — 0,0% em toda a série histórica (2010-2024) —, enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira de 44,6% (percentil 24). Isso significa que o esgoto é coletado, mas lançado sem tratamento, um risco relevante para corpos hídricos e saúde pública que não aparece nos indicadores de cobertura.

Do lado operacional, a perda de água na distribuição é um destaque positivo: caiu para 10,4% em 2024 (-66,5% desde 2010), valor muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à mineira (35,8%), posicionando Ipaba no percentil 7 (quanto menor, melhor a posição relativa). Essa eficiência na rede, somada à alta cobertura de coleta domiciliar de resíduos (97,1% em 2022, percentil 96) e à baixa proporção de destino inadequado de resíduos domiciliares (1,8%, percentil 10, bem abaixo da mediana nacional de 14,9%), indica gestão relativamente consistente da infraestrutura urbana básica, com exceção do tratamento de esgoto.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 31.070 tCO₂e em 2024 (-44,3% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo principalmente a forte redução nas emissões de energia (-83,4% no período, para 6.555 tCO₂e, percentil 26). Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram +21,3% desde 2010, atingindo 9.398 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 64) — um movimento coerente com a ausência de tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos nesse subsetor para reverter a tendência de alta.

Por fim, a geração de energia por biomassa permanece estagnada em 244 kW desde 2012, sem evolução na última década, e distante da mediana nacional (5 MW). Os registros de eventos extremos disponíveis (cheia em 2016, sem registros de seca) são pontuais e datados, limitando conclusões sobre risco hidroclimático atual. Em síntese, Ipaba combina bons indicadores de cobertura e eficiência em água e resíduos sólidos com uma lacuna crítica no tratamento de esgoto, que já se reflete no crescimento das emissões do setor de resíduos e representa a principal prioridade para qualificação da política ambiental municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.3%

2024

58
13.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

90.7%

2024

84
22.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

10.4%

2024

93
66.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.1%

2022

96
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.8%

2022

90
73.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

244 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.070 tCO₂e

2024

88
44.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.398 tCO₂e

2024

36
21.3% no período

Emissões de energia

SEEG

6.555 tCO₂e

2024

74
83.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.