IpaumirimCE
12.441 habitantes · IBGE 2305704
Resumo socioambiental
Ipaumirim/CE apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento, com sinais de agravamento em emissões e resiliência hídrica. A cobertura de água atingiu 47,4% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 18 do país. A perda de água na distribuição, de 33,7% em 2022, é indicador crítico e superior à mediana nacional (29,9%), evidenciando ineficiência operacional que penaliza ainda mais a já baixa cobertura. O dado mais alarmante, contudo, é a coleta domiciliar de resíduos: caiu de 64,6% em 2010 para 9,4% em 2022 (percentil 0 nacional), refletindo colapso do serviço. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos afeta 27,1% dos domicílios, quase o dobro da mediana do Brasil (14,9%) e da UF (14,6%).
No esgotamento sanitário, os únicos dados disponíveis (2010) indicam coleta de 100%, mas tratamento de 0%, sugerindo que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento — situação que, somada à ausência de atualização por mais de uma década, aponta para lacuna grave de monitoramento e investimento no setor.
As emissões de GEE do município saltaram de 85.715 tCO₂e em 2021 para 120.063 tCO₂e em 2024 (+55,2% na década), com pico em 2022 (157.848 tCO₂e), colocando Ipaumirim próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e). O setor de energia é o principal motor desse crescimento, com alta de 304,7% desde 2010, atingindo 39.737 tCO₂e em 2024 (percentil 65). As emissões de resíduos também cresceram 55,6%, para 7.554 tCO₂e, acima da mediana nacional — movimento consistente com a deterioração da coleta e destinação de lixo observada nos dados do Censo. A capacidade solar instalada é modesta (100 kW, percentil 11), limitando a mitigação via fontes renováveis locais.
Do ponto de vista hidroclimático, o município registrou 15 ocorrências de seca em 2016 (percentil 95 nacional), indicando vulnerabilidade importante à escassez hídrica, sem registros de cheia no mesmo ano. Em síntese, Ipaumirim combina infraestrutura sanitária frágil e em retrocesso, trajetória de emissões crescente concentrada em energia, e forte exposição a eventos de seca — cenário que demanda priorização de investimentos em coleta de resíduos, redução de perdas de água e ampliação do tratamento de esgoto.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2010
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2010
Perda de água
SNIS/SINISA
29.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
9.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
100 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
100 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
100 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
120.063 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.554 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.737 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
