IpecaetáBA

14.064 habitantes · IBGE 2913804

IA

Resumo socioambiental

Ipecaetá/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 70,8%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 47 do país. A perda de água no sistema, de 35,8%, é superior à mediana nacional (29,1%) e à média da Bahia (34,5%), indicando ineficiência operacional relevante mesmo após a melhora observada frente ao pico de 45,9% em 2021. A leitura conjunta desses dois indicadores sugere que parte do esforço de captação e tratamento se perde antes de chegar ao consumidor, o que compromete a eficácia dos investimentos em ampliação de cobertura.

O quadro de saneamento básico é o ponto mais crítico do município. Em 2022, apenas 4,0% dos domicílios tinham coleta de esgoto, uma queda drástica frente aos 20,5% de 2010, e muito distante da mediana nacional (76,9%) e estadual (69,0%) — Ipecaetá está no percentil 0, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Consistentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 60,9% dos domicílios, no percentil 97 nacional, embora tenha recuado frente aos 79,5% de 2010. Essa carência estrutural de esgotamento sanitário ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +17,6% desde 2010, atingindo 4.367 tCO₂e em 2024, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 56.862 tCO₂e em 2024, com queda de -39,5% desde 2010, situando-se no percentil 24 nacional (bem abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), mas com trajetória instável — houve forte alta entre 2021 e 2023 antes do recuo mais recente. As emissões de energia, embora ainda modestas em termos absolutos (5.288 tCO₂e, percentil 22), mais que dobraram desde 2010 (+122,2%), sinalizando pressão crescente desse setor que merece monitoramento.

Os registros históricos de eventos hidrológicos (2016) mostram 1 ocorrência de cheia e 9 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), reforçando a vulnerabilidade climática local. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deveria concentrar-se na universalização do esgotamento sanitário — hoje o indicador mais crítico do município — e na redução de perdas no sistema de água, ações que, combinadas, tendem a gerar ganhos ambientais e de saúde pública mais imediatos que a atuação isolada sobre emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.8%

2024

47
42.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.8%

2024

36
21.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

4.0%

2022

0
80.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

60.9%

2022

3
23.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.862 tCO₂e

2024

76
39.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.367 tCO₂e

2024

62
17.6% no período

Emissões de energia

SEEG

5.288 tCO₂e

2024

78
122.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.