IperóSP
37.999 habitantes · IBGE 3521002
Resumo socioambiental
Iperó/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 77,6%, acima da mediana nacional (73,2%) mas bem distante do patamar do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 57. A perda de água na distribuição, de 17,4%, mostrou queda expressiva de 24,5% em relação ao ano anterior e está bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (28,2%), indicando ganho de eficiência operacional recente, embora a série histórica revele grande instabilidade desde 2010, com picos acima de 39%.
No saneamento de esgoto, a coleta atingiu 59,6% em 2024, praticamente equivalente à mediana nacional (59,9%), mas ainda distante do índice paulista (92,5%). Chama atenção a queda abrupta da coleta entre 2021 (89,3%) e 2023 (58,0%), sugerindo possível mudança metodológica ou perda de infraestrutura, o que merece investigação. Já o tratamento de esgoto, em 70,8%, supera consideravelmente a mediana nacional (33,3%) e a média estadual (66,6%), colocando o município no percentil 77 — um resultado positivo mesmo com apenas 1 ETE registrada (2020), igual à mediana nacional para esse indicador.
Do ponto de vista de resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios caiu para 1,0% em 2022, alinhado ao índice estadual e muito melhor que a mediana nacional (14,9%), reforçando o bom desempenho relativo do município nesse quesito. Entretanto, a cobertura de coleta domiciliar recuou fortemente, de 96,6% (2010) para 47,9% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e do estado (89,7%) — uma queda que contrasta com a melhora simultânea no indicador de destinação inadequada, sugerindo possível mudança na forma de aferição ou na estrutura de coleta local.
O destaque mais relevante é o balanço de emissões de GEE, que se tornou negativo (-162.490 tCO₂e em 2024), impulsionado principalmente pelas emissões de resíduos, também negativas (-189.253 tCO₂e), o que indica captura ou sequestro líquido de carbono no setor — resultado incomum e discrepante frente à mediana nacional positiva (138.513 tCO₂e), colocando Iperó no percentil 2 (entre os mais baixos emissores/maiores sequestradores do país). Esse comportamento provavelmente decorre de mudanças no uso do solo ou em manejo de resíduos a partir de 2021, e merece validação metodológica. As emissões de energia, por outro lado, seguem em leve alta (35.023 tCO₂e, percentil 62), parcialmente compensadas pelo crescimento da potência instalada em biomassa, que saltou de 844 kW para 6 MW desde 2021, sinalizando maior aporte de fontes renováveis na matriz local.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
59.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
17.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-162.490 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
-189.253 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
35.023 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
